Cometa foi descoberto em 23 de março por dois astrônomos amadores que analisavam imagens feitas pelo Observatório Solar e Heliosférico (SOHO)
Um cometa batizado de C/2025 F2 (SWAN), descoberto no final de março, vem chamando a atenção dos astrônomos. Principalmente porque, em poucos dias, ele ficou 30 vezes mais brilhante, tornando-se visível com binóculos em locais com pouca poluição luminosa.
A expectativa é que atinja seu brilho máximo ao se aproximar do Sol, em 1º de maio, com magnitude 4, o suficiente para ser visto a olho nu sob céus escuros.
Nos últimos meses, alguns cometas bastante luminosos passaram pelo céu, mas muitos deles estavam próximos demais da nossa estrela no momento de maior brilho, dificultando a observação. Foi o caso do 12P/Pons-Brooks, do C/2023 A3 (Tsuchinshan-ATLAS) e do 2024 G3 (ATLAS). Mesmo com grande potencial, poucos conseguiram vê-los sem equipamentos especiais.
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Já com o cometa SWAN, pode ser diferente – mas nem tanto. Primeiro, porque o objeto ficará a uma distância confortável do Sol no céu – cerca de 19 graus – no dia de maior brilho. Isso significa que ele não será ofuscado pela luz solar e poderá ser visto fora do horário do crepúsculo. Segundo, porque sua trajetória o mantém visível por um período mais longo.
No entanto, para que este seja um cometa tão espetacular quanto o Tsuchinshan-ATLAS e o ATLAS, será preciso torcer por um aumento inesperado de sua luminosidade, já que as atuais previsões de brilho indicam um cometa de luminosidade moderada.

Ele foi identificado em 23 de março por dois astrônomos amadores, Vladimir Bezugly e Michael Mattiazzo, que analisavam imagens feitas pelo Observatório Solar e Heliosférico (SOHO, na sigla em inglês), administrado pela NASA e a Agência Espacial Europeia (ESA). Diferentemente de outros cometas recém-descobertos, este já estava relativamente brilhante ao ser notado, indicando que pode ser maior do que o esperado ou que teve uma erupção repentina.

Fotos: Reprodução
Esse tipo de explosão, que libera gás e poeira, é comum em cometas que se aproximam muito do Sol pela primeira vez. Às vezes, o aumento de brilho é temporário, e o cometa pode se fragmentar logo depois. Ainda assim, o SWAN parece estar mantendo seu brilho e segue promissor para observação.
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Mesmo sem se aproximar tanto do Sol quanto outros cometas do tipo “rasante solar”, o objeto chegará a uma distância considerável: cerca de 0,33 unidades astronômicas (UA), o equivalente a um terço da distância entre a Terra e o Sol (que é de cerca de 150 milhões de km), pouco além da órbita de Mercúrio. O brilho verde do cometa pode ser explicado pela presença de carbono diatômico, um gás que emite esse tom quando iluminado pela luz solar. Algumas imagens já o comparam ao “cometa verde” Nishimura, que ficou famoso pela coloração intensa em 2023.
Fonte: Olhar Digital