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Como a guerra no Irã está enriquecendo o mais novo ''petroestado'' do mundo vizinho do Brasil
Foto: Getty Images/BBC

A pequena nação sul-americana registrou um aumento notável em sua receita como resultado do fechamento do estreito de Ormuz

A escalada da guerra no Irã e a instabilidade no Oriente Médio têm provocado uma reconfiguração no mercado global de petróleo e, nesse cenário, um dos maiores beneficiados é a Guiana, pequeno país vizinho do Brasil que vem sendo chamado de novo petroestado por causa do salto acelerado de sua produção e receita.

 

Com o aumento dos conflitos e o risco de interrupções no fornecimento de petróleo em regiões estratégicas como o Estreito de Ormuz, compradores internacionais passaram a buscar alternativas mais seguras e estáveis. Isso fez com que a demanda por petróleo de países fora do Oriente Médio aumentasse de forma significativa, e a Guiana entrou no centro desse movimento por conta de suas grandes reservas recém-exploradas.

 

O país sul-americano, que faz fronteira com o Brasil e tem menos de 1 milhão de habitantes, vive um crescimento econômico impulsionado pela exploração de petróleo offshore liderada por grandes empresas internacionais. A produção já alcança níveis próximos de um milhão de barris por dia e segue em expansão, colocando a Guiana entre os produtores de crescimento mais rápido do mundo.

 

 

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Segundo análises econômicas, a guerra no Irã contribuiu diretamente para o aumento das receitas do país, já que a alta do preço do petróleo elevou o valor das exportações. Em alguns períodos recentes, a receita petrolífera da Guiana teve salto expressivo, com aumento de mais de 60% em relação a momentos anteriores ao conflito.

 

A Guiana possui a economia que cresce mais rapidamente

no mundo (Foto: Getty Images/BBC)

 

Esse cenário transformou a economia guianense em uma das que mais crescem globalmente, impulsionada pelo petróleo offshore e pela entrada de bilhões de dólares em investimentos e exportações. O país passou a ser visto como um novo polo energético da América do Sul, ao lado de Brasil e Argentina, dentro da expansão regional do setor.

 

Especialistas apontam que a Guiana está ocupando um espaço estratégico no mercado internacional justamente em momentos de instabilidade geopolítica, já que conflitos em regiões produtoras tradicionais costumam beneficiar países emergentes com produção em expansão.

 

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O resultado é um reposicionamento no mapa global da energia, no qual a Guiana deixa de ser um país pouco conhecido e passa a ganhar protagonismo econômico em meio ao impacto indireto da guerra no Oriente Médio.

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