Com R$ 4,9 bilhões previstos no Orçamento de 2026, dinheiro público vai bancar parte da estratégia dos partidos para conquistar votos nas urnas
As verbas públicas alimentam a disputa nas urnas. Em 2026, o Fundo Eleitoral, conhecido popularmente como Fundão, terá R$ 4,9 bilhões destinados ao financiamento das campanhas eleitorais. O valor, previsto na Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2026, chega a R$ 4.961.519.777.
A maior parte dos recursos fica concentrada entre os partidos com maior representação no Congresso Nacional. O PL terá R$ 881 milhões, seguido pelo PT, com R$ 615 milhões, e pelo União Brasil, com R$ 526 milhões. Juntas, as três siglas concentram quase 40% do total.
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QUANTIA POR CADA SIGLA
A distribuição dos recursos provoca diferenças significativas entre os partidos. Enquanto as maiores bancadas recebem centenas de milhões de reais, legendas menores, como UP, PSTU, PRTB, PCO e Mobiliza, recebem a cota mínima de aproximadamente R$ 3,3 milhões cada.
COMO O FUNDO ELEITORAL É DISTRIBUÍDO
A divisão do Fundo Eleitoral segue critérios estabelecidos pela legislação. Do total, 2% são distribuídos igualmente entre todos os partidos registrados.
Outros 35% são destinados aos partidos que possuem deputados federais eleitos. A maior parcela, de 48%, é distribuída de acordo com a proporção de cadeiras ocupadas pelas siglas na Câmara dos Deputados. Os 15% restantes consideram a representação dos partidos no Senado Federal.
QUEM FINANCIA O FUNDÃO
O Fundo Eleitoral foi criado após o fim das doações empresariais para campanhas políticas. Instituído pela Lei nº 13.487, de 2017, o recurso é destinado exclusivamente aos anos eleitorais e sai dos cofres da União.
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COMO FISCALIZAR OS GASTOS
Os eleitores podem acompanhar a utilização dos recursos públicos por meio do sistema DivulgaCandContas, da Justiça Eleitoral. A plataforma permite consultar informações sobre candidatos, partidos, receitas e despesas de campanha.