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Congresso rejeitou proposta que equiparava PCC e Comando Vermelho a organizações terroristas; EUA adotaram medida este ano
Foto: Reprodução

Veja o que prevê sexta versão do PL Antifacção; texto foi aprovado por 360 a 110 na Câmara

A decisão do governo dos Estados Unidos de classificar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas reacendeu um debate que já havia provocado intensas discussões no Congresso Nacional brasileiro.

 

Durante a tramitação do Projeto de Lei Antifacção, aprovado no início deste ano, parlamentares chegaram a discutir a possibilidade de enquadrar facções criminosas como organizações terroristas. No entanto, a proposta acabou sendo rejeitada e ficou fora do texto final aprovado pela Câmara dos Deputados e pelo Senado Federal.

 

O projeto endureceu as penas contra integrantes de organizações criminosas e recebeu ampla aprovação no Congresso. Apesar disso, a equiparação entre facções e terrorismo gerou polêmica e foi retirada após críticas de parlamentares que alegaram riscos à soberania nacional.

 

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O relator da proposta na Câmara, deputado Guilherme Derrite, chegou a incluir o dispositivo nas primeiras versões do texto, mas voltou atrás após a repercussão negativa. Na época, o presidente da Câmara, Hugo Motta, afirmou que nenhuma medida poderia colocar em risco a soberania do país.

 

Mesmo após a retirada do trecho, parlamentares da oposição tentaram reintroduzir a classificação durante a votação em plenário, mas a iniciativa não prosperou.

 

No Senado, o relator Alessandro Vieira também se posicionou contra a equiparação. Segundo ele, as facções criminosas não possuem motivação política ou ideológica, característica considerada essencial para a definição de terrorismo. Para o senador, os mecanismos legais já existentes são suficientes para combater o crime organizado.

 

A discussão voltou ao centro das atenções após o anúncio feito pelo governo norte-americano na última quinta-feira (28), classificando oficialmente o PCC e o CV como organizações terroristas.

 

A medida foi comemorada pelo senador Flávio Bolsonaro, que havia viajado a Washington para defender junto ao governo do presidente Donald Trump a adoção da classificação.

 

Apesar disso, durante a tramitação do Projeto de Lei Antifacção, Flávio não participou da votação da emenda que previa o enquadramento das facções como organizações terroristas. Segundo nota divulgada por sua assessoria, o senador estava fora do plenário no momento da votação simbólica e teria votado a favor da proposta caso estivesse presente.

 

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O episódio evidencia a diferença de entendimento entre autoridades brasileiras e norte-americanas sobre o tratamento jurídico das maiores facções criminosas do país, tema que continua gerando debates nos meios político e jurídico. 

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