Projeção de corte nos juros vigora apesar da continuidade da guerra no Oriente Médio, que elevou o preço do petróleo. Em termos reais (descontada a inflação projetada para os próximos doze meses), porém, a taxa ainda é uma das mais altas do mundo
O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central deve anunciar nesta quarta-feira (16) mais uma redução da taxa básica de juros da economia brasileira, a Selic. A expectativa do mercado é de um corte de 0,25 ponto percentual, levando a taxa para 13,75% ao ano.
Se confirmado, será o quinto corte consecutivo promovido pelo Copom. A decisão ocorre em um cenário de desaceleração da inflação e de acompanhamento dos indicadores de atividade econômica, emprego e crédito.
A Selic é utilizada pelo Banco Central como principal instrumento para controlar a inflação. Quando os juros estão mais altos, o custo do crédito tende a aumentar e o consumo pode diminuir. Já a redução da taxa pode facilitar o acesso a financiamentos e empréstimos.
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A decisão do Copom também é acompanhada de perto pelo mercado financeiro, empresas e consumidores, porque influencia outras taxas de juros praticadas no país. O comitê considera ainda as expectativas de inflação, o comportamento da atividade econômica e as condições do cenário internacional antes de definir a taxa.
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O anúncio da nova Selic está previsto para esta quarta-feira, após a reunião do Copom. A decisão oficial poderá confirmar ou alterar a expectativa predominante entre os analistas para o quinto corte seguido.