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Copom reduz Selic pela quinta vez seguida e taxa cai para 13,75% ao ano
Foto: Divulgação

Banco Central cortou os juros em 0,25 ponto percentual; decisão mantém ciclo de redução iniciado após a taxa permanecer em 15% durante cinco reuniões

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidiu nesta quarta-feira (16) reduzir a taxa básica de juros da economia brasileira, a Selic, de 14% para 13,75% ao ano. O corte foi de 0,25 ponto percentual e aprovado por unanimidade.

 

Essa foi a quinta redução consecutiva da taxa. Antes do início do ciclo de cortes, a Selic havia permanecido em 15% ao ano durante cinco reuniões.

 

De acordo com o comunicado divulgado após a reunião, a decisão busca manter a trajetória de convergência da inflação para a meta. O Copom também afirmou que a política monetária deve contribuir para uma desaceleração das flutuações da atividade econômica e para o estímulo ao emprego.

 

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A decisão já era esperada pelo mercado financeiro, que vinha projetando uma redução de 0,25 ponto percentual nesta reunião.

 

O Copom destacou que o cenário internacional continua exigindo atenção, principalmente diante das incertezas relacionadas aos conflitos armados e à condução da política monetária em algumas das principais economias do mundo.

 

No cenário doméstico, os diretores do Banco Central apontaram sinais de moderação gradual da atividade econômica. O comitê também observou uma desaceleração recente da inflação cheia e de medidas consideradas subjacentes.

 

Apesar do novo corte, o Copom não sinalizou de forma objetiva qual será o próximo passo da política monetária. O comunicado afirmou que a magnitude total do ciclo de ajustes será definida a partir da evolução dos indicadores econômicos e de novas informações.

 

A Selic é o principal instrumento utilizado pelo Banco Central para controlar a inflação. Quando os juros sobem, o crédito tende a ficar mais caro, o que pode reduzir o consumo e os investimentos. Com a redução da taxa, o custo dos empréstimos e financiamentos tende a diminuir gradualmente, embora os efeitos sobre a economia dependam das condições de crédito e de outros fatores.

 

EXPECTATIVAS PARA OS PRÓXIMOS ANOS

 

As projeções de mercado citadas no relatório Focus apontam para uma Selic ainda elevada nos próximos anos. As estimativas indicam taxa de 10,50% ao ano em 2027, 10% em 2028 e 9,50% em 2029.

 

Essas projeções são expectativas dos agentes consultados pelo Banco Central e podem ser alteradas conforme a inflação, a atividade econômica, o cenário fiscal e as condições internacionais.

 

Após a reunião de setembro, o calendário de 2026 prevê mais dois encontros do Copom. As próximas reuniões estão marcadas para 3 e 4 de novembro e 8 e 9 de dezembro.

 

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A decisão desta quarta-feira mantém, portanto, o ciclo de cortes, mas deixa em aberto o ritmo das próximas reduções da Selic. 

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