Kim Yo Jong classificou como infundadas as alegações do FBI de que hackers norte-coreanos teriam roubado US$ 6,3 bilhões da Binance em um ataque cibernético no fim de outubro.
A Coreia do Norte negou, nesta segunda-feira (2), as acusações do Departamento Federal de Investigação dos Estados Unidos (FBI) de que hackers ligados ao país seriam responsáveis por um ataque cibernético contra a Binance, considerada a maior corretora de criptomoedas do mundo.
A manifestação foi divulgada pela imprensa estatal norte-coreana. Kim Yo Jong, irmã do líder Kim Jong-un e integrante da direção do Partido dos Trabalhadores da Coreia, criticou as declarações de Washington e classificou as acusações como “absurdas e nada novas”.
Segundo Kim, os Estados Unidos frequentemente associam a Coreia do Norte a crimes cibernéticos de repercussão internacional sem apresentar, na avaliação do governo norte-coreano, justificativas convincentes.
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A dirigente também acusou o governo norte-americano de tentar prejudicar a imagem do país no cenário internacional, com o objetivo de enfraquecer sua reputação e prestígio.
O ataque contra a Binance ocorreu em 29 de outubro e, segundo as informações divulgadas, resultou no roubo de US$ 6,3 bilhões em criptomoedas, valor equivalente a aproximadamente R$ 34 bilhões.
De acordo com o FBI, a operação teria sido conduzida pelo grupo hacker TraderTraitor, associado à Coreia do Norte. A ação teria durado cerca de 20 minutos e é apontada como o maior roubo da história do setor de criptomoedas.
O caso ampliou as preocupações relacionadas à segurança das plataformas de negociação de ativos digitais e à atuação de grupos especializados em ataques cibernéticos.
PYONGYANG ACUSA WASHINGTON DE TENTAR PREJUDICAR SUA REPUTAÇÃO
Ao rebater as acusações, Kim Yo Jong afirmou que a associação da Coreia do Norte a episódios de crimes cibernéticos faz parte de uma estratégia dos Estados Unidos para comprometer a imagem internacional do país.
A declaração reforça a posição do governo norte-coreano de rejeitar acusações de envolvimento em operações desse tipo.
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Enquanto Washington atribui o ataque ao grupo TraderTraitor, Pyongyang nega responsabilidade pelo episódio. O caso segue no centro das discussões sobre segurança digital e os riscos envolvendo grandes plataformas de criptomoedas.