Tensão entre os dois países foi elevada após Zelensky revelar ter enviado para Seul dois prisioneiros de guerra norte-coreanos
A Coreia do Sul decidiu retirar seu embaixador na Ucrânia, Park Ki-chang, em meio ao aumento da tensão diplomática entre os dois países. A decisão foi anunciada nesta quinta-feira (8) pelo Ministério das Relações Exteriores sul-coreano, que afirmou esperar uma solução para as questões pendentes por meio de novas negociações com o governo ucraniano.
A crise envolve a divulgação, pelo presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, da transferência de dois prisioneiros de guerra norte-coreanos para a Coreia do Sul. Os soldados haviam sido capturados enquanto combatiam pelas forças russas na guerra contra a Ucrânia e chegaram à Coreia do Sul em setembro.
Seul ficou insatisfeita com a divulgação pública do caso e afirmou que a transferência deveria permanecer em sigilo. O governo sul-coreano pediu uma explicação oficial e um pedido de desculpas a Kiev. Segundo autoridades de Seul, uma mensagem enviada pelo governo ucraniano não foi considerada suficiente para encerrar a controvérsia.
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A questão também envolve a segurança dos prisioneiros e de seus familiares que permanecem na Coreia do Norte. O governo sul-coreano considera o assunto especialmente sensível por causa das relações entre as duas Coreias. A Ucrânia, por sua vez, rejeitou a acusação de que tenha violado um acordo de confidencialidade e classificou a situação como um mal-entendido diplomático.
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Mesmo com a retirada do embaixador, a Coreia do Sul informou que pretende continuar as consultas com a Ucrânia para tentar resolver o impasse. A medida representa uma nova etapa da crise entre os dois países, que mantêm relações diplomáticas e cooperação relacionada à guerra iniciada pela Rússia contra a Ucrânia.