Fábio Luís Lula da Silva (Lulinha), filho do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT)
A CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) do INSS deve incluir o empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), entre os indiciados no relatório final das investigações. O colegiado apura se Lulinha recebeu “mesadas” ou teve viagens de luxo custeadas por Antônio Camilo Antunes, o “careca do INSS”, apontado como um dos principais operadores do esquema.
O material levantado pela comissão inclui quebras de sigilo, depoimentos e documentos, que estão sendo consolidados na versão final do parecer, prevista para ser apresentada na próxima quarta-feira. Até terça-feira (24), a cúpula da CPMI deve fechar a lista final de indiciamentos, que pode abranger cerca de 200 nomes entre políticos, empresários e servidores.
Entre os investigados, há a possibilidade de inclusão de integrantes do governo Lula. O relatório terá cerca de 5 mil páginas e pretende reunir todas as evidências reunidas durante os trabalhos da comissão, que já enfrentou tentativas de prorrogação e críticas internas sobre o andamento das investigações.
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A decisão de concluir os trabalhos da CPMI até o prazo final, 28 de março, foi reforçada pelo presidente do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP). Ele demonstrou recentemente irritação com o colegiado devido ao vazamento de diálogos envolvendo o ex-banqueiro e sua ex-noiva, situação que trouxe à tona a sensibilidade das apurações em andamento.
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O indiciamento de Lulinha e de outros investigados marca uma fase decisiva da CPMI, que busca esclarecer a dimensão do esquema de fraudes no INSS, destacando a atuação de operadores financeiros, servidores públicos e empresários ligados às irregularidades. O relatório final será determinante para possíveis encaminhamentos ao Ministério Público e à Polícia Federal.