Pesquisadores avaliaram oito ensaios clínicos e apontaram que o suplemento mantém bom perfil de segurança, além de benefícios reconhecidos para força, desempenho físico e massa muscular
Uma revisão científica realizada por pesquisadores da Universidade Estadual Paulista (Unesp) concluiu que não há evidências consistentes de que a creatina reduza de forma significativa os principais marcadores inflamatórios do organismo. O estudo analisou ensaios clínicos realizados em humanos e questiona uma das alegações mais difundidas sobre o suplemento.
Os pesquisadores avaliaram oito estudos clínicos randomizados e controlados por placebo, considerados entre os métodos mais rigorosos da ciência. A análise mostrou que as reduções observadas em marcadores inflamatórios, como proteína C reativa (PCR) e interleucina-6, foram pequenas e sem relevância clínica ou estatística significativa.
Embora alguns estudos tenham identificado efeitos positivos em atletas submetidos a exercícios extremos e prolongados, os resultados não se repetiram em outros grupos, como idosos e pacientes com osteoartrite. Segundo os autores, os possíveis benefícios parecem estar restritos a situações muito específicas e não podem ser generalizados.
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Os cientistas ressaltam que a creatina continua sendo um suplemento reconhecido pelos benefícios relacionados ao desempenho físico, ganho de força e recuperação muscular. O estudo não questiona esses efeitos já comprovados, mas apenas a suposta ação anti-inflamatória frequentemente atribuída à substância.
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A revisão também concluiu que a creatina apresenta um bom perfil de segurança quando utilizada de forma adequada. Apesar disso, os pesquisadores defendem a realização de novos estudos para aprofundar o conhecimento sobre seus possíveis efeitos no sistema inflamatório e recomendam que a suplementação seja orientada por profissionais de saúde.