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Manaus
Crescimento da Zona Franca exige novo planejamento industrial e urbano para Manaus
Foto: Divulgação

Especialistas alertam que espaço próximo ao aeroporto é insuficiente e defendem um plano amplo para receber novas indústrias sem comprometer a mobilidade e a qualidade de vida.

A possível utilização de áreas próximas ao Aeroporto Internacional Eduardo Gomes para a instalação de novas empresas da Zona Franca de Manaus (ZFM) reacendeu o debate sobre a expansão do Polo Industrial de Manaus (PIM). Para especialistas, a alternativa pode ajudar momentaneamente, mas está longe de resolver a demanda futura do setor produtivo.

 

O engenheiro de trânsito Manoel Paiva avalia que o espaço disponibilizado na região aeroportuária atenderia apenas uma pequena parcela das cerca de 200 indústrias previstas para se instalar em Manaus nos próximos anos. Segundo ele, a cidade precisa discutir uma estratégia de crescimento mais abrangente e planejada.

 

De acordo com o especialista, a expansão industrial não pode ser analisada de forma isolada. Questões como logística, transporte de cargas, mobilidade urbana, infraestrutura e qualidade de vida da população devem fazer parte do debate.

 

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Paiva lembra que o modelo adotado na criação da Zona Franca, concentrando as fábricas em um distrito industrial específico, trouxe desenvolvimento econômico, mas também gerou desafios relacionados ao espaço disponível e ao deslocamento de trabalhadores.

 

Atualmente, mais de 130 mil pessoas trabalham nas cerca de 550 empresas instaladas no Polo Industrial. O transporte desse contingente é realizado por uma frota superior a 2 mil ônibus de fretamento, número que poderá crescer significativamente com a chegada de novos empreendimentos.

 

Para enfrentar esse cenário, o especialista aponta três possibilidades. A primeira seria expandir a ocupação industrial ao longo da rodovia AM-010, aproveitando áreas disponíveis no eixo norte da cidade. A segunda propõe distribuir determinados tipos de indústrias em áreas estratégicas já urbanizadas, respeitando critérios ambientais e de convivência com zonas residenciais.

 

Já a terceira alternativa, considerada a mais estruturante, prevê a criação de um novo polo planejado para receber as futuras empresas, integrando infraestrutura, logística e desenvolvimento tecnológico. A proposta inclui a ocupação organizada de áreas ainda disponíveis dentro dos limites urbanos de Manaus.

 

Além da questão territorial, Paiva destaca a preocupação com o tempo gasto pelos trabalhadores nos deslocamentos diários. Para ele, a expansão industrial deve considerar também o impacto social e a qualidade de vida da população.

 

O debate sobre novas áreas para a Zona Franca também chegou à Câmara Municipal de Manaus. A Frente Parlamentar em Defesa da ZFM discutiu recentemente propostas ligadas ao Plano Diretor da cidade, incluindo a necessidade de ampliar áreas industriais, qualificar mão de obra e melhorar a infraestrutura do Distrito Industrial.

 

Enquanto isso, representantes do setor produtivo observam com cautela a possibilidade de utilização das áreas próximas ao aeroporto. O engenheiro de transportes Augusto César Barreto Rocha, do Centro da Indústria do Estado do Amazonas (Cieam), considera que o modelo pode ser interessante para empresas específicas, principalmente aquelas ligadas ao transporte aéreo e a produtos de alto valor agregado.

 

A discussão ganha urgência diante da escassez de terrenos disponíveis para novos investimentos. Lideranças do setor alertam que a falta de planejamento pode comprometer a atração de empresas e reduzir a competitividade da Zona Franca frente a outros mercados internacionais.

 

Segundo informações da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa), a área disponibilizada pela concessionária que administra o Aeroporto Eduardo Gomes possui cerca de 8 milhões de metros quadrados e está sendo analisada como uma das alternativas para apoiar a expansão industrial da capital amazonense.A possível utilização de áreas próximas ao Aeroporto Internacional Eduardo Gomes para a instalação de novas empresas da Zona Franca de Manaus (ZFM) reacendeu o debate sobre a expansão do Polo Industrial de Manaus (PIM). Para especialistas, a alternativa pode ajudar momentaneamente, mas está longe de resolver a demanda futura do setor produtivo.

 

O engenheiro de trânsito Manoel Paiva avalia que o espaço disponibilizado na região aeroportuária atenderia apenas uma pequena parcela das cerca de 200 indústrias previstas para se instalar em Manaus nos próximos anos. Segundo ele, a cidade precisa discutir uma estratégia de crescimento mais abrangente e planejada.

 

De acordo com o especialista, a expansão industrial não pode ser analisada de forma isolada. Questões como logística, transporte de cargas, mobilidade urbana, infraestrutura e qualidade de vida da população devem fazer parte do debate.

 

Paiva lembra que o modelo adotado na criação da Zona Franca, concentrando as fábricas em um distrito industrial específico, trouxe desenvolvimento econômico, mas também gerou desafios relacionados ao espaço disponível e ao deslocamento de trabalhadores.

 

Atualmente, mais de 130 mil pessoas trabalham nas cerca de 550 empresas instaladas no Polo Industrial. O transporte desse contingente é realizado por uma frota superior a 2 mil ônibus de fretamento, número que poderá crescer significativamente com a chegada de novos empreendimentos.

 

Para enfrentar esse cenário, o especialista aponta três possibilidades. A primeira seria expandir a ocupação industrial ao longo da rodovia AM-010, aproveitando áreas disponíveis no eixo norte da cidade. A segunda propõe distribuir determinados tipos de indústrias em áreas estratégicas já urbanizadas, respeitando critérios ambientais e de convivência com zonas residenciais.

 

Já a terceira alternativa, considerada a mais estruturante, prevê a criação de um novo polo planejado para receber as futuras empresas, integrando infraestrutura, logística e desenvolvimento tecnológico. A proposta inclui a ocupação organizada de áreas ainda disponíveis dentro dos limites urbanos de Manaus.

 

Além da questão territorial, Paiva destaca a preocupação com o tempo gasto pelos trabalhadores nos deslocamentos diários. Para ele, a expansão industrial deve considerar também o impacto social e a qualidade de vida da população.

 

O debate sobre novas áreas para a Zona Franca também chegou à Câmara Municipal de Manaus. A Frente Parlamentar em Defesa da ZFM discutiu recentemente propostas ligadas ao Plano Diretor da cidade, incluindo a necessidade de ampliar áreas industriais, qualificar mão de obra e melhorar a infraestrutura do Distrito Industrial.

 

Enquanto isso, representantes do setor produtivo observam com cautela a possibilidade de utilização das áreas próximas ao aeroporto. O engenheiro de transportes Augusto César Barreto Rocha, do Centro da Indústria do Estado do Amazonas (Cieam), considera que o modelo pode ser interessante para empresas específicas, principalmente aquelas ligadas ao transporte aéreo e a produtos de alto valor agregado.

 

A discussão ganha urgência diante da escassez de terrenos disponíveis para novos investimentos. Lideranças do setor alertam que a falta de planejamento pode comprometer a atração de empresas e reduzir a competitividade da Zona Franca frente a outros mercados internacionais.

 

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Segundo informações da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa), a área disponibilizada pela concessionária que administra o Aeroporto Eduardo Gomes possui cerca de 8 milhões de metros quadrados e está sendo analisada como uma das alternativas para apoiar a expansão industrial da capital amazonense. 

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