O uso de drones por grupos criminosos passou a mudar a dinâmica dos confrontos no Rio de Janeiro. Segundo levantamento interno da Polícia Civil, foram identificados pelo menos 17 ataques com drones desde o ano passado, dos quais 12 ocorreram somente em 2026.
Inicialmente utilizados pelas facções principalmente para monitorar a movimentação de policiais e grupos rivais, os equipamentos passaram a ser adaptados para transportar e lançar explosivos. Em junho, por exemplo, um drone lançou uma granada que atingiu uma residência durante um confronto em Rio das Pedras.
A nova estratégia também levou criminosos a adotar medidas para dificultar o monitoramento aéreo. No Complexo do Alemão, ruas e vielas passaram a receber coberturas, que, segundo a Polícia Civil, podem dificultar a visualização das áreas pelas aeronaves e drones usados pelas forças de segurança.
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A Polícia Civil informou que já apreendeu 31 drones em 2026 e criou uma estrutura especializada para concentrar informações e operações envolvendo esse tipo de equipamento. O crescimento dos ataques também levou órgãos de segurança a buscar sistemas capazes de detectar e neutralizar drones utilizados em ações criminosas.
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O avanço da tecnologia nos confrontos aumenta a preocupação das autoridades, principalmente porque os ataques podem ocorrer à distância e em áreas densamente povoadas. A polícia trabalha para acompanhar a evolução dos equipamentos e desenvolver estratégias de defesa diante da nova forma de atuação das organizações criminosas.