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Cuba acena aos EUA, pede diálogo sem pressão e alerta para risco de colapso após novas sanções de Trump
Foto: Reprodução

Vice-chanceler cubano, Carlos Fernández de Cossío, traçou linha vermelha de possível diálogo, mas reiterou declarações anteriores sobre retomada de conversas oficiais

O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, afirmou nesta quinta-feira que o governo cubano está disposto a abrir diálogo com os Estados Unidos sobre qualquer tema, desde que não haja pressão nem imposição de condições. A declaração foi feita em pronunciamento na TV estatal e representa mais um aceno de Havana a Washington, em meio ao aumento das tensões com o governo do presidente americano, Donald Trump.

 

— Cuba está disposta a dialogar com os Estados Unidos, sobre qualquer assunto que precise ser discutido, mas sem pressão ou pré-condições — afirmou Díaz-Canel.

 

O discurso reforça posições que a diplomacia cubana já vinha sinalizando nos últimos dias. O vice-chanceler Carlos Fernández de Cossío confirmou que o país está aberto ao diálogo, mas negou que existam negociações formais em andamento, contrariando declarações recentes de Trump.

 

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— Não existe um diálogo neste momento, mas houve troca de mensagens. Sim, é verdade que houve comunicação entre os dois governos — disse o vice-chanceler.

 

Em entrevista à CNN, Cossío deixou claro que há limites para qualquer conversa com Washington. Segundo ele, o sistema político cubano não está em discussão. — Não estamos prontos para discutir nosso sistema constitucional, assim como supomos que os EUA também não estejam dispostos a discutir o deles — afirmou.

 

A posição foi reiterada por Díaz-Canel, que afirmou que qualquer negociação precisa respeitar a soberania cubana. — As conversas devem partir de uma posição de igualdade, com respeito à nossa independência, autodeterminação e sem interferência em assuntos internos — declarou.

 

As declarações ocorrem em meio ao agravamento da crise entre os dois países após o ataque dos Estados Unidos, em 3 de janeiro, contra a Venezuela, que resultou na deposição do presidente Nicolás Maduro, principal aliado de Cuba. Desde então, Washington assumiu o controle do setor petroleiro venezuelano e cortou o fornecimento de petróleo e recursos que abasteciam a ilha.

 

Nesta quinta-feira, Trump assinou ainda um decreto prevendo tarifas extras para países que venderem petróleo a Cuba, alegando razões de segurança nacional. Díaz-Canel classificou os EUA como um “governo imperial” e afirmou que as medidas têm como objetivo asfixiar a economia cubana.

 

Segundo o presidente, as sanções já provocaram um “desabastecimento agudo de combustível” no país. Cuba, que depende fortemente de importações para manter suas termelétricas em funcionamento, enfrenta cortes frequentes de energia por conta da escassez de combustível e da infraestrutura antiga.

 

Um apagão atingiu a cidade turística de Santiago, a segunda maior do país, agravando ainda mais a situação. A crise energética se intensifica em meio a um inverno rigoroso, que levou Havana a registrar uma temperatura negativa recorde de 0ºC.

 

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A situação preocupa a comunidade internacional. O secretário-geral da ONU, Antonio Guterres, alertou que Cuba corre o risco de enfrentar um “colapso humanitário” caso não consiga importar petróleo para suprir suas necessidades básica 

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