Pela primeira vez, cidadãos de Cuba lideraram as solicitações, respondendo por 55,4% dos casos. No total, os pedidos de refúgio cresceram 10,9% em relação a 2024, segundo estudo divulgado nesta segunda (22)
Pela primeira vez, cidadãos de Cuba passaram a liderar os pedidos de refúgio no Brasil em 2025, ultrapassando os venezuelanos, que historicamente ocupavam o topo do ranking. Os dados fazem parte do estudo “Refúgio em Números 2026”, divulgado pelo Observatório das Migrações Internacionais, o OBMigra, em parceria com o Ministério da Justiça.
Ao todo, foram 75.599 solicitações de refúgio registradas no país no ano passado, um crescimento de 10,9% em relação a 2024. O volume é o terceiro maior da série histórica, ficando atrás apenas dos anos de 2018 e 2019.
Os cubanos representaram a maior parte dos pedidos, com 41.919 solicitações, o equivalente a 55,4% do total. Em comparação com o ano anterior, houve um aumento expressivo nesse grupo, que passou a liderar com folga o ranking de nacionalidades.
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Em segundo lugar aparecem os venezuelanos, com 21.233 pedidos, seguidos por colombianos, angolanos, marroquinos e ganeses.
A maioria dos pedidos analisados pelo Comitê Nacional para os Refugiados, o CONARE, foi registrada principalmente na região Norte do país, com destaque para estados como Roraima, Amapá e Amazonas.
O estudo aponta ainda que o Brasil segue como destino importante de migração na América do Sul, com forte influência de crises econômicas e políticas nos países de origem, especialmente na Venezuela e em Cuba.
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Segundo o relatório, o crescimento recente das solicitações também reflete a retomada dos fluxos migratórios após a pandemia, que havia reduzido a mobilidade internacional nos anos anteriores.