O suíço Franjo von Allmen entrou definitivamente para a história ao conquistar o ouro olímpico no downhill, principal prova do esqui alpino, nos Jogos de Inverno de Milão-Cortina. Mas, antes mesmo da consagração mundial, ele já era celebrado em sua cidade natal, Boltigen — tanto que um açougue local criou a famosa “Salsicha do Franjo”, vendida como homenagem ao atleta.
Nascido em 2001, Von Allmen começou a esquiar ainda criança nas pistas de Jaun, sempre com apoio da família. Em entrevista à imprensa suíça, ele relembrou que, no início, tudo era diversão:
“O que me interessava naquela época era me divertir. Nossa mãe levava os esquis até o ponto de ônibus depois da escola para não perdermos tempo.”
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Diferente da maioria das estrelas do esporte, Franjo não passou por academias de alto rendimento. Estudou carpintaria por quatro anos — profissão que ainda exerce no verão — e divide o tempo livre com outra paixão: o motocross.
A trajetória quase foi interrompida aos 17 anos, após a morte repentina do pai, que trouxe dificuldades financeiras à família. “Sugeriram que eu fizesse financiamento coletivo. Assim consegui bancar mais uma temporada. Foi desse jeito que entrei para a seleção suíça”, contou. O esforço deu resultado. Em 2022, foi vice-campeão mundial júnior em três modalidades: downhill, super-G e combinado.
Desde a estreia na Copa do Mundo, em 2023, Von Allmen se firmou na equipe principal da Suíça. A primeira vitória veio no Super-G de Wengen, na temporada 2024/25. Pouco depois, conquistou também o título mundial de downhill em Saalbach.
Por muito tempo, viveu à sombra do compatriota Marco Odermatt, número um do ranking mundial. Agora, porém, os holofotes se voltaram totalmente para ele após garantir a primeira medalha de ouro dos Jogos de Jogos Olímpicos de Inverno de Milão-Cortina 2026.
Mesmo com o sucesso, o suíço mantém os pés no chão:
“Não sei se sou realmente a próxima estrela do esqui. Só estou tentando me divertir.”
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Hoje, Franjo divide casa com o irmão, recebe ajuda da avó na rotina semanal e segue com o mesmo estilo simples que marcou sua trajetória. De jovem carpinteiro a campeão olímpico, ele se tornou símbolo de superação — e orgulho não só para Boltigen, mas para toda a Suíça.