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Defesa de Jaques Wagner recorre ao STF e nega atuação em favor do Banco Master
Foto: Divulgação

Senador contesta decisão de busca e apreensão e afirma que valores apreendidos têm origem lícita e declarada.

A defesa do senador Jaques Wagner apresentou recurso ao Supremo Tribunal Federal (STF) contra a decisão que autorizou mandados de busca e apreensão cumpridos contra o parlamentar na última quinta-feira (18), no âmbito de investigação relacionada ao Banco Master.

 

O pedido foi encaminhado ao ministro André Mendonça, responsável pela decisão que autorizou as diligências da Polícia Federal. Caso o recurso seja negado, a defesa pretende levar o caso à Segunda Turma do STF.

 

Os advogados afirmam que há “erros graves” na investigação e sustentam que o senador não atuou no Congresso Nacional para favorecer o Banco Master, negando qualquer irregularidade em sua conduta parlamentar.

 

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A Polícia Federal, no entanto, aponta indícios de que Wagner teria atuado em defesa de interesses ligados ao banco em discussões legislativas. Entre os episódios investigados está a tramitação de uma medida provisória sobre crédito consignado e debates envolvendo o Fundo Garantidor de Créditos (FGC), que chegaram a ser associados ao caso em apuração.

 

A defesa rebate essas acusações e afirma que as propostas apresentadas pelo senador tinham como objetivo proteger consumidores e limitar juros, e não beneficiar instituições financeiras. Também sustenta que sua atuação contrária a emendas citadas na investigação é pública e documentada.

 

Outro ponto contestado diz respeito aos valores em espécie apreendidos pela Polícia Federal durante a operação. Segundo a defesa, o dinheiro tem origem legal, incluindo diárias de missões oficiais e operações bancárias devidamente registradas, sem qualquer tentativa de ocultação.

 

Os advogados afirmam ainda que o Ministério Público Federal já teria considerado prematura a apreensão dos bens e dizem confiar que o Supremo corrigirá eventuais excessos na decisão.

 

Daniel Vorcaro também é citado na investigação, que faz parte da operação Compliance Zero, conduzida pela Polícia Federal e que apura possíveis irregularidades envolvendo o Banco Master e pessoas ligadas ao caso.

 

Na ação, foram cumpridos mandados em diferentes endereços ligados ao senador, incluindo imóveis em Salvador e um hotel em Brasília onde ele reside temporariamente. A operação também atingiu outros investigados, como o empresário Augusto Lima e o secretário estadual Eduardo Sodré Martins, enteado de Wagner.

 

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As investigações seguem em andamento, enquanto as defesas dos citados afirmam que todas as atividades ocorreram dentro da legalidade e que irão demonstrar a regularidade das condutas no decorrer do processo. 

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