Ministério Público de São Paulo acusa o influenciador de envolvimento em esquema de desvio de produtos químicos; defesa nega as irregularidades e afirma que pretende contestar as acusações.
A defesa do influenciador fitness e empresário Renato Cariani se manifestou após o Ministério Público de São Paulo (MP-SP) pedir sua condenação por associação para o tráfico de drogas, tráfico de insumos destinados à fabricação de entorpecentes e lavagem de dinheiro. O advogado Aldo Romani Netto afirmou que a manifestação já era esperada e reiterou a confiança na absolvição do cliente.
Em nota enviada ao portal LeoDias, a equipe jurídica declarou que recebeu o pedido com naturalidade, alegando que o Ministério Público apenas manteve as acusações apresentadas desde o início do processo. A defesa informou ainda que pretende rebater os argumentos da acusação nas alegações finais, com base nas provas reunidas durante a ação penal.
De acordo com o Ministério Público, Cariani teria participado de um esquema envolvendo o desvio de mais de 12 toneladas de substâncias químicas que poderiam ser utilizadas na fabricação ou adulteração de drogas, como cocaína e crack.
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As investigações indicam que a Anidrol Produtos para Laboratórios, empresa da qual o influenciador é sócio, teria realizado operações comerciais simuladas para justificar a saída dos produtos. A acusação também aponta movimentações financeiras consideradas suspeitas e possíveis irregularidades na emissão de notas fiscais.
Cariani nega envolvimento no esquema. Segundo sua defesa, a empresa teria sido vítima de fraudes internas supostamente cometidas por ex-funcionários, sem conhecimento dos sócios.
PENA PODE ULTRAPASSAR 50 ANOS DE PRISÃO
Caso seja condenado por todas as acusações, Renato Cariani poderá enfrentar uma pena de até 51 anos e oito meses de prisão, além de multas, conforme as informações apresentadas sobre o caso.
O pedido de condenação foi protocolado pelo Ministério Público em 21 de outubro, durante a fase de alegações finais do processo. Apesar das acusações, o empresário continua respondendo à ação penal em liberdade e ainda não foi condenado.
Conforme determinação judicial de 25 de outubro, as defesas dos acusados têm prazo comum de 30 dias para apresentar suas alegações finais. Depois dessa etapa, o processo será analisado pela Justiça, que deverá considerar as provas e os argumentos apresentados pelas partes antes de proferir uma decisão.
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O caso tramita na 3ª Vara Criminal de Diadema, na Grande São Paulo.