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Esporte no Amazonas
Delegação amazonense embarca para São Paulo com 69 integrantes e mira recordes nas Paralimpíadas Escolares
Foto: Divulgação

Paratletas do Amazonas disputarão sete modalidades, incluindo a estreia no tiro com arco, e tentarão superar as 44 medalhas conquistadas na edição nacional de 2025.

O Amazonas está se preparando para mais uma participação nas Paralimpíadas Escolares, considerada uma das principais competições do paradesporto estudantil brasileiro. Com o objetivo de superar os resultados da última edição e estabelecer novas marcas, a delegação amazonense embarca no dia 16 de novembro para São Paulo, levando 69 integrantes, entre atletas, técnicos, profissionais de saúde, equipe de apoio e chefia da delegação.

 

Na edição de 2025, os representantes do estado conquistaram 44 medalhas na etapa nacional. Agora, a expectativa é ampliar esse desempenho e alcançar novos recordes, especialmente nas provas de atletismo, modalidade que concentra parte das principais apostas do Amazonas.

 

A competição será realizada em duas etapas. A primeira acontece entre os dias 18 e 20 de novembro, no Estádio Olímpico do Ibirapuera, com as disputas de atletismo e a participação de 45 integrantes da delegação.


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A segunda fase será realizada de 25 a 27 de novembro, no Centro de Treinamento Paralímpico Brasileiro. Nesse período, os amazonenses competirão em badminton, bocha, natação, tênis de mesa, halterofilismo, judô e tiro com arco, modalidade que terá sua primeira participação representando o estado.

 

O chefe da delegação e coordenador do Núcleo de Desporto Escolar da Secretaria de Estado de Educação e Desporto Escolar (Seduc), Joniferson Vieira, destacou que a participação na competição representa uma oportunidade importante para revelar novos talentos e fortalecer o desenvolvimento do paradesporto no Amazonas.

 

Um dos principais objetivos desta edição é superar as oito marcas estabelecidas pelos atletas amazonenses na etapa nacional de 2025, especialmente nas provas de pista e campo.

 

Entre os destaques estão Cleonor Camarão e Jhonatan Gabriel, que lideram os rankings de suas respectivas categorias e chegam à competição com possibilidades de disputar títulos e estabelecer novos recordes.

 

“O atletismo é a nossa grande esperança de medalhas. Temos dois atletas líderes no ranking de suas idades, que são a Cleonor (Camarão) e o Jhonatan (Gabriel). Provavelmente vão disputar o título com perspectiva real de recordes”, afirmou Joniferson.

 

A equipe também contará com atletas que já possuem marcas importantes na competição. Ismael Martins Tavares é recordista escolar nos 100 e 400 metros; Efraim Costa da Silva detém os recordes nos 800 e 150 metros; Raiane Vitória Rabelo é recordista nos 800 metros; Débora Vitória lidera a marca dos 200 metros; e Abraão Almeida Moura defenderá seu recorde nos 800 metros.

 

Além dos atletas que buscam ampliar suas conquistas, a delegação terá representantes experientes, como Manassés Cruz, Ludmarlon Rocha e Aldemir Tavares. Eles também terão a missão de incentivar os estreantes Matheus Henrique e Túlio Gonzaga durante a competição.

 

PARCERIAS FORTALECEM O PARADESPORTO AMAZONENSE

 

O crescimento do esporte paralímpico escolar no Amazonas é resultado de um trabalho conjunto entre instituições de ensino, associações, universidades e centros de treinamento.

 

De acordo com Joniferson Vieira, entidades como a Associação Amazonas Paralímpico (AAP), a Associação Paralímpica do Norte (Apam), a Associação Master de Atletismo e o Centro de Referência Paralímpico (CRP), instalado na Universidade Federal do Amazonas (Ufam), têm contribuído para a preparação dos atletas.

 

O trabalho desenvolvido na Vila Olímpica também integra essa estrutura, com a participação dos professores Sérgio Nazareno e Thaís Chaves, além do técnico Joaquim Filho.

 

A preparação envolve diferentes modalidades e busca oferecer melhores condições para que os estudantes desenvolvam suas habilidades e alcancem resultados expressivos nas competições nacionais.

 

Nesta edição, o Amazonas também terá participação ampliada em modalidades como judô, badminton, bocha, natação e tênis de mesa, além da estreia no tiro com arco e da presença do halterofilismo.

 

Segundo o coordenador, a união entre atletas, clubes e associações foi fundamental para formar uma delegação mais integrada, mesmo com cada competidor representando sua respectiva agremiação.

 

DESAFIOS LOGÍSTICOS E PARTICIPAÇÃO DE ATLETAS DO INTERIOR

 

Apesar dos avanços, a participação em competições nacionais ainda envolve dificuldades, principalmente relacionadas ao deslocamento dos atletas. Por conta das dimensões territoriais do Amazonas, o transporte aéreo é praticamente indispensável para chegar aos grandes eventos esportivos realizados em outras regiões do país.

 

Joniferson também ressaltou os desafios enfrentados por atletas que vivem no interior, que precisam superar obstáculos de transporte e custos para participar das competições.

 

Em algumas situações, paratletas precisam recorrer a campanhas de arrecadação para viabilizar a participação em eventos esportivos. Nas Paralimpíadas Escolares, entretanto, o apoio da Seduc tem sido fundamental para garantir a presença da delegação amazonense.

 

Atualmente, o estado costuma ocupar posições entre o 10º e o 15º lugar na classificação geral, resultado que também sofre influência da ausência de modalidades coletivas. Para este ano, a expectativa é conquistar uma posição entre os dez melhores em determinadas modalidades, especialmente no atletismo.

 

AMAZONAS MANTÉM TRADIÇÃO DE QUASE 20 ANOS NA COMPETIÇÃO

 

A participação amazonense nas Paralimpíadas Escolares também representa a continuidade de um trabalho iniciado há quase duas décadas pelo professor e técnico Joaquim Filho.

 

Ele relembrou que a trajetória começou em 2006, durante os primeiros Jogos Escolares Paralímpicos, realizados em Fortaleza. No ano seguinte, em 2007, o Amazonas participou com as modalidades de natação e atletismo, em uma competição realizada em Brasília.

 

Desde então, o estado não deixou de participar de nenhuma edição, acumulando conquistas e ampliando gradativamente o número de modalidades representadas.

 

“Em 2006 foi o início dos Jogos Escolares Paralímpicos, lá em Fortaleza. Em 2007, conseguimos levar as duas primeiras modalidades, natação e atletismo, para Brasília. De lá para cá, graças a Deus, nunca deixamos de participar de nenhuma edição. São praticamente 20 anos de Paralimpíada Escolar. Já fomos campeões em várias modalidades e hoje estamos levando sete modalidades com chances reais de medalha”, destacou Joaquim.

 

O treinador também atribuiu o crescimento do paradesporto no estado ao fortalecimento das parcerias e à divisão das responsabilidades entre profissionais envolvidos na preparação dos estudantes.

 

Segundo ele, a chegada de novos colaboradores, especialmente Joniferson Vieira na coordenação, ajudou a ampliar a estrutura de trabalho e possibilitou a inclusão de novas modalidades nas competições escolares.

 

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Com 69 integrantes e sete modalidades na disputa, a delegação amazonense chega a São Paulo com a expectativa de conquistar medalhas, estabelecer novos recordes e fortalecer ainda mais a presença do Amazonas no cenário paralímpico nacional. 

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