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Política no Amazonas
Denúncia de suposto 'caixa dois' contra Alberto Neto e Maria do Carmo volta a repercutir
Foto: Divulgação

Acusações foram apresentadas durante a eleição de 2024, mas candidatos negaram irregularidades e classificaram denúncia como tentativa de prejudicar a campanha

Uma denúncia apresentada durante o segundo turno das eleições para a Prefeitura de Manaus, em 2024, voltou a ganhar destaque. Na ocasião, o então candidato a vereador Ronaldo Fernandes (Novo), que também atuava na campanha de Capitão Alberto Neto (PL) e Maria do Carmo (Novo), levou à Polícia Federal e ao Ministério Público acusações de supostas irregularidades eleitorais envolvendo a chapa.

 

Segundo informações divulgadas pelo jornal O Globo à época, Fernandes apresentou documentos, áudios e conversas que, segundo ele, indicariam a existência de “caixa dois”, abuso de poder econômico e político, além do uso de empresas ligadas a Maria do Carmo durante a campanha.

 

Conforme a denúncia, Fernandes teria sido convidado para atuar na coordenação da campanha e afirmou que teria condicionado sua participação ao financiamento de sua candidatura a vereador.

 

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Ainda segundo o relato apresentado às autoridades, teria sido estabelecido um acordo estimado em R$ 1,4 milhão. A denúncia apontava que um primeiro repasse de R$ 340 mil teria ocorrido em abril de 2024, ainda durante a pré-campanha.

 

O documento também citava pagamentos que teriam ocorrido entre setembro e outubro daquele ano para cabos eleitorais. De acordo com Fernandes, cerca de R$ 240 mil por mês teriam sido destinados à estrutura de campanha, envolvendo líderes comunitários e ativistas, sem que os valores fossem registrados oficialmente.

 

DENÚNCIA TAMBÉM CITOU TRANSFERÊNCIA DE R$ 22 MIL

 

Outro ponto apresentado na representação foi uma suposta transferência de R$ 22 mil realizada a partir da conta do Centro de Estudos Jurídicos do Amazonas, empresa que, segundo a denúncia, teria ligação societária com Maria do Carmo.

 

Fernandes alegou que o dinheiro não teria sido informado na prestação de contas eleitoral e poderia caracterizar uma operação de “caixa dois”.

 

A representação também mencionou supostas discussões envolvendo integrantes da campanha por causa de pagamentos que teriam sido prometidos. Um áudio atribuído a Maria do Carmo foi citado no documento, no qual ela teria feito referência ao seu lado “barraqueira” diante de possíveis conflitos.

 

Os advogados de Fernandes alegaram ainda que a presença de seguranças particulares em reuniões poderia representar uma forma de coação.

 

CAMPANHA NEGOU ACUSAÇÕES

 

As acusações apresentadas incluíam suspeitas de corrupção eleitoral, coação, falsidade ideológica eleitoral, abuso de poder econômico, captação ilícita de votos, “caixa dois” e outros possíveis crimes.

 

Entretanto, a denúncia não representava comprovação das irregularidades, já que os fatos ainda precisariam ser investigados pelas autoridades competentes.

 

Na época, a assessoria de Maria do Carmo negou as acusações e afirmou que adotaria medidas judiciais contra o que classificou como uma tentativa de prejudicar a imagem da candidata.

 

A campanha também questionou a credibilidade de Ronaldo Fernandes, alegando que ele havia sido contratado para prestar serviços e teria deixado de pagar pessoas que trabalhavam com ele. A defesa afirmou ainda que levaria os diálogos apresentados à Justiça para apuração.

 

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A equipe política de Maria do Carmo também classificou a denúncia como uma tentativa de interferir no resultado da eleição municipal de Manaus. 

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