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Deolane relata crises de pânico na prisão, mas MP é contra pedido de domiciliar
Foto: Divulgação

Ministério Público afirma que penitenciária oferece condições adequadas e pede à Justiça a manutenção da prisão preventiva.

A influenciadora digital e advogada Deolane Bezerra informou estar enfrentando crises de síndrome do pânico enquanto cumpre prisão preventiva na Penitenciária Feminina de Tupi Paulista, no interior de São Paulo. A informação consta em um parecer encaminhado pelo Ministério Público de São Paulo à Justiça durante a análise do pedido de prisão domiciliar apresentado pela defesa.

 

Segundo o documento, em razão do quadro emocional, Deolane optou por dividir a cela com outra detenta, embora tivesse direito a permanecer em acomodação individual. De acordo com o Ministério Público, a mudança foi uma escolha da própria influenciadora e ocorreu com a autorização da companheira de cela.

 

A defesa solicita que Deolane seja transferida para uma Sala de Estado-Maior ou, alternativamente, tenha a prisão convertida em domiciliar. No entanto, o MP se manifestou contrário ao pedido, argumentando que a unidade prisional oferece estrutura adequada para a custódia da investigada.

 

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O parecer também informa que inspeções realizadas no presídio não identificaram irregularidades relacionadas à saúde, higiene, alimentação ou segurança das internas. Além disso, destaca que Deolane permanece em um pavilhão especial, destinado a reduzir o contato com a população carcerária em geral.

 

Ainda conforme o Ministério Público, outras detentas relataram que a influenciadora passou a dormir em outra cela por receio de permanecer sozinha durante o período em que os espaços são fechados.

 

No fim de junho, Deolane Bezerra tornou-se ré pelos crimes de lavagem de dinheiro e associação criminosa. As investigações apontam que ela teria recebido recursos de origem ilícita ligados à empresa Transportadora Lado a Lado, que, segundo a acusação, era utilizada para movimentações financeiras relacionadas ao Primeiro Comando da Capital (PCC). As transações investigadas ultrapassariam R$ 27 milhões.

 

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A defesa nega todas as acusações e busca reverter a prisão preventiva enquanto o processo segue em tramitação na Justiça. 

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