Presidente americano havia sugerido a cobrança na segunda-feira, em meio a nova série de ataques contra o Irã e na véspera da retomada do bloqueio naval ao país
Menos de 24 horas depois de anunciar a cobrança de um pedágio de 20% sobre o valor das cargas das embarcações que transitam pelo Estreito de Ormuz, o presidente dos EUA, Donald Trump, mudou de ideia e afirmou que o "ressarcimento" pela segurança da passagem naval a ser fornecida pelos americanos será na forma de um fundo de investimento ainda a ser criado.
"Com base em conversas altamente produtivas com líderes do Oriente Médio, decidi substituir a taxa de reembolso de 20% devida aos Estados Unidos por acordos comerciais e de investimento que os vários Estados do Golfo realizarão nos Estados Unidos. Esses investimentos serão ENORMES, mas, ao mesmo tempo, extraordinariamente benéficos para eles e para o seu futuro", escreveu em sua rede social, o Truth Social.
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Na longa publicação, marcada por autoelogios, informações de reputação questionável e ameaças às autoridades iranianas — chamadas de "violentas e maliciosas", que conduzem o país por um caminho de destruição total — o presidente disse que o tráfego naval no Estreito de Ormuz está aberto a todos os navios, menos os do Irã. Na segunda-feira, o Comando Central dos EUA anunciou a retomada do bloqueio aos portos iranianos, suspenso após a assinatura do memorando de entendimento entre Washington e Teerã em junho, e a previsão é de que ele entre em vigor às 17h, pelo horário de Brasília.
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"Acabaram-se os dias em que o Irã matava centenas de milhares de pessoas, incluindo 52.000 manifestantes; e, o mais importante: o Irã jamais terá uma arma nuclear!", bradou Trump, logo depois de afirmar que "o petróleo está fluindo como nunca antes, graças ao incrível poder das Forças Armadas dos Estados Unidos".