Questionada sobre o tema, Silvia Abravanel, herdeira do SBT e pré-candidata a deputada federal, alegou que críticas do apresentador Ratinho foram normais
A deputada federal Erika Hilton (Psol-SP) afirmou que as críticas à sua nomeação como presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher foram motivadas por uma tentativa de gerar distração com discursos odiosos, desviando a atenção de pautas relevantes, como o aumento do feminicídio no país.
As declarações de Erika vieram após comentários do apresentador Ratinho no SBT, que questionou a legitimidade da parlamentar no cargo, referindo-se a ela como “a deputada ou o deputado, não sei” e afirmando que o cargo “deveria ser ocupado por uma mulher”. A empresária Silvia Abravanel (PSD), filha de Silvio Santos e pré-candidata a deputada federal, afirmou considerar “normal” o posicionamento do apresentador.
Erika disse que o debate sobre políticas públicas para mulheres foi contaminado por ódio e desinformação e destacou que a população espera respostas concretas diante de casos de feminicídio e violência de gênero.
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A deputada protocolou ação no Ministério Público de São Paulo (MP-SP) contra Ratinho, pedindo investigação por possíveis crimes de transfobia, violência política de gênero e injúria transfóbica. Segundo Erika, os ataques em rede nacional ampliam o alcance da transfobia e negam sua identidade de gênero.
Ratinho, por sua vez, minimizou as críticas, dizendo que não ofendeu a deputada e que continuará com seu estilo direto, rejeitando mudanças para agradar a qualquer pessoa.
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Desde a eleição de Erika para a presidência da comissão, a oposição apresentou recursos para tentar anular a escolha e protocolou representação no Conselho de Ética da Câmara.