Presidente Lula e vice-presidente Geraldo Alckmin
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva confirmou nesta quarta-feira que Geraldo Alckmin seguirá como vice na chapa que tentará a reeleição em outubro. O anúncio foi feito durante a reunião ministerial realizada na manhã desta quarta. Lula explicou que Alckmin precisará deixar o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC), já que a legislação eleitoral exige que candidatos deixem cargos públicos seis meses antes do pleito.
Ao todo, o presidente informou que 18 dos 38 ministros do governo vão deixar suas pastas para disputar cargos eletivos. Segundo Lula, a medida é necessária porque os aliados terão "missões mais importantes" nos próximos meses. Parte das trocas será oficializada ainda na reunião desta quarta-feira, enquanto outras ocorrerão nos próximos dias. O ministro da Casa Civil, Rui Costa, por exemplo, deixará o cargo após participar de uma inauguração ao lado do presidente em Salvador.
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MUDANÇAS NOS MINISTÉRIOS E PROMOÇÃO DE SECRETÁRIOS EXECUTIVOS
Com as saídas, grande parte dos ministérios será comandada por nomes menos conhecidos e secretários executivos que ocupavam cargos de número dois nas pastas. Na Educação, Leonardo Barchini deve substituir Camilo Santana, enquanto George Santoro assume os Transportes no lugar de Renan Filho. Na Fazenda, Dario Durigan já havia sido promovido após a saída antecipada de Fernando Haddad. Na Casa Civil, Miriam Belchior, que foi ministra do Planejamento no governo Dilma Rousseff, assumirá no lugar de Rui Costa, que concorrerá ao Senado pela Bahia.
O Planalto também aproveita as mudanças para realizar ajustes políticos. No Ministério da Agricultura, Carlos Fávaro sairá para disputar o Senado pelo Mato Grosso e será substituído por André de Paula, atual ministro da Pesca e deputado federal licenciado. A movimentação é vista como um gesto de acomodação à bancada do PSD na Câmara. Outro nome de destaque, o economista Bruno Moretti, assumirá o Ministério do Planejamento, substituindo Simone Tebet, e passa a ocupar um posto de primeiro escalão dentro do governo.
MINISTROS QUE DEIXARÃO O GOVERNO E INDEFINIÇÕES
Entre os ministros que devem deixar suas pastas estão Jader Filho (Cidades), Paulo Teixeira (Desenvolvimento Agrário), Anielle Franco (Igualdade Racial), Silvio Costa Filho (Portos e Aeroportos), André Fufuca (Esportes), Marina Silva (Meio Ambiente), Waldez Góes (Desenvolvimento Regional), Macaé Evaristo (Direitos Humanos) e Sônia Guajajara (Povos Indígenas). A expectativa é que os secretários executivos assumam interinamente esses ministérios, embora alguns ainda não tenham sido formalmente convidados.
A ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, também deixará o cargo para disputar o Senado pelo Paraná. O substituto ainda não foi definido, e a pasta pode ficar sob comando interino até que Lula escolha um nome político com mais experiência. Além desses, podem deixar o governo Márcio França, Luciana Santos, que comanda Ciência e Tecnologia, e Wolney Queiroz, da Previdência.
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As mudanças representam um movimento estratégico do Planalto para reorganizar o governo antes da campanha eleitoral, permitindo que aliados possam concorrer a cargos públicos sem conflito com as funções ministeriais e reforçando a presença de novos nomes em postos de relevância administrativa.