Durante a campanha, a recém-eleita deunciou ter sofrido ataques de cunho racista
A deputada federal eleita Ana Elisa Santos Silva (PT-MG), de 21 anos, denunciou ter recebido ameaças de morte e estupro, além de ataques racistas e machistas. As intimidações ocorreram durante a campanha eleitoral e voltaram a se intensificar após sua participação na mobilização digital em apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva no segundo turno das eleições de 2026.
Segundo Ana Elisa, as ameaças foram enviadas por e-mail e pelas redes sociais. Em uma das mensagens recebidas durante a campanha, o autor se identificou como integrante de um grupo supremacista branco e fez referências a informações pessoais da parlamentar, indicando que sabia como localizar ela e seus familiares.
A deputada também relatou que dados pessoais, como endereço residencial, telefone e documentos, foram expostos. Diante da gravidade da situação, o caso foi denunciado à Polícia Civil de Minas Gerais, que investiga as ameaças. A equipe da parlamentar também adotou medidas para reforçar sua segurança.
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Após receber uma sequência de mensagens violentas nas redes sociais, Ana Elisa desativou temporariamente sua conta na plataforma X. Ela afirmou que as ameaças chegavam com tanta frequência que sua equipe decidiu retirar o perfil do ar para reduzir a exposição. O Ministério da Justiça solicitou à Polícia Federal a abertura de investigação sobre os ataques.
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Eleita com 524.219 votos, Ana Elisa foi a segunda candidata mais votada para deputada federal em Minas Gerais e se tornou a parlamentar federal mais jovem eleita na história do Brasil. O caso reacendeu o debate sobre violência política contra mulheres, especialmente contra mulheres negras, e sobre a necessidade de medidas para garantir a segurança de representantes eleitos e a participação democrática sem intimidação.