Fotos das deputadas Duda Salabert e Erika Hilton são usadas em álbum de reconhecimento de suspeitos
A deputada federal Erika Hilton solicitou à governadora Raquel Lyra a apuração rápida e rigorosa do uso de sua imagem em um álbum de suspeitos utilizado por uma delegacia, caso que também envolve a deputada Duda Salabert. Segundo Hilton, a prática compromete o procedimento investigativo e expõe inocentes a suspeitas injustas, levantando indícios de falhas estruturais e vieses discriminatórios.
O álbum continha apenas seis fotos, incluindo as das parlamentares, e foi usado em reconhecimento de uma mulher trans investigada por roubo de celular no bairro da Boa Vista. A Defensoria Pública de Pernambuco apontou que a escolha das imagens pode ter seguido critérios genéricos ligados à identidade de gênero e raça, e não características físicas individuais da suspeita.
Hilton pediu que o governo acompanhe de perto o caso, responsabilize os envolvidos e revise os protocolos de reconhecimento fotográfico adotados pelas forças de segurança. A deputada também solicitou uma manifestação pública reafirmando o compromisso do Executivo com práticas policiais técnicas e livres de discriminação.
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Salabert, por sua vez, classificou o episódio como exemplo de “transfobia institucional” e questionou a ausência de semelhança física com as suspeitas. Ela enviou ofício ao secretário Alessandro de Mattos pedindo esclarecimentos sobre os critérios adotados, a retirada imediata das fotos do banco de dados e a identificação dos responsáveis pelo material.
?ABSURDO !!!! A Polícia está utilizando a minha foto e a da Erika Hilton em álbuns de reconhecimento de suspeitos.
— Duda Salabert (@DudaSalabert) March 24, 2026
Esses álbuns são usados para que vítimas identifiquem suspeitos de crimes.
Isso é gravíssimo! Isso é racismo e transfobia institucional. Já acionei a Justiça.… pic.twitter.com/KaYYBlFdXJ
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A Polícia Civil de Pernambuco afirmou que está apurando os fatos e adotará todas as medidas cabíveis, reforçando protocolos e ações contínuas para orientar servidores em atuação ética. O reconhecimento fotográfico ocorreu em 8 de abril de 2025, após o crime registrado em 24 de fevereiro, e a Defensoria pediu que a Justiça considere o procedimento nulo devido ao uso indevido das imagens das deputadas.