O deputado estadual Wilker Barreto (PSD) afirmou que o rombo financeiro deixado pela gestão do ex-governador Wilson Lima pode ultrapassar R$ 10 bilhões no Amazonas. A declaração foi feita nesta quinta-feira (29), durante entrevista a um programa de televisão, na qual o parlamentar defendeu uma auditoria nas contas públicas para esclarecer as dívidas e os compromissos financeiros do Estado.
Segundo Wilker, os débitos relacionados à área da saúde podem variar entre R$ 7 bilhões e R$ 8 bilhões. O deputado afirmou que é necessário verificar os valores efetivamente devidos e analisar os contratos firmados durante a administração anterior, especialmente os relacionados à manutenção da rede pública e à prestação de serviços.
O parlamentar também questionou despesas com manutenção de escolas estaduais e citou um montante de R$ 300 milhões que, segundo ele, teria sido destinado a esse tipo de serviço. Para Wilker, os gastos precisam ser esclarecidos diante das condições das unidades de ensino. As declarações foram apresentadas pelo deputado e dependem de apuração documental para confirmar os valores e a destinação dos recursos.
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Outro ponto levantado foi a contratação de organizações sociais para administrar serviços públicos. Wilker defendeu a revisão desses acordos e afirmou que uma auditoria poderia identificar possíveis irregularidades e esclarecer o volume de recursos envolvidos. Ele também criticou os chamados contratos indenizatórios, que, segundo o parlamentar, precisam ter maior transparência e fiscalização.
Durante a entrevista, o deputado ainda questionou o volume de recursos administrados pelo Estado ao longo dos oito anos de governo Wilson Lima e mencionou empréstimos contratados no período. As críticas fazem parte do debate sobre a situação fiscal do Amazonas e sobre as medidas necessárias para organizar as contas públicas durante a transição administrativa.
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Wilker declarou que pretende colaborar com o governo de Omar Aziz, sem abrir mão da fiscalização das ações do Executivo. Ele defendeu que o orçamento de 2027 seja utilizado para enfrentar os problemas acumulados e que uma auditoria identifique as obrigações financeiras reais do Estado. Até que os dados sejam verificados oficialmente, o valor superior a R$ 10 bilhões permanece como uma estimativa apresentada pelo parlamentar, e não como um rombo confirmado por auditoria independente.