Programa, que é uma das vitrines eleitorais do governo, permitiu uso do FGTS, mas acesso ao Fundo é residual
O programa Desenrola 2.0 já alcançou R$ 44,7 bilhões em dívidas renegociadas em menos de três meses de funcionamento. O valor representa 84% dos R$ 53 bilhões movimentados durante os dez meses da primeira edição do programa, realizada entre julho de 2023 e maio de 2024.
A nova fase foi lançada em maio deste ano pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva com o objetivo de ajudar famílias e empresas a reorganizar as finanças e reduzir o endividamento. Diferentemente da primeira versão, o programa também passou a incluir renegociações voltadas para empresas.
Do total negociado até agora, R$ 20,9 bilhões correspondem a dívidas de pessoas físicas. Após os descontos concedidos nas negociações, o saldo dessas pendências foi reduzido para R$ 3,7 bilhões. Já as empresas foram responsáveis por R$ 23,2 bilhões do volume renegociado.
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Uma das novidades do Desenrola 2.0 é a possibilidade de utilização de recursos do FGTS para ajudar na quitação das dívidas. Apesar disso, a adesão a essa modalidade ainda é considerada baixa: cerca de 97 mil trabalhadores utilizaram R$ 55,5 milhões do fundo até o momento.
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Com o ritmo acelerado de renegociações, o Desenrola 2.0 se aproxima rapidamente do resultado alcançado pela primeira edição. O governo aposta no programa como uma das principais medidas para reduzir a inadimplência e permitir que famílias e empresas voltem a ter acesso ao crédito.