Estudo de cinco países investigou como as mudanças climáticas e os padrões regionais de uso da terra interagem os padrões de precipitação
Uma pesquisa internacional voltou a acender o alerta sobre os impactos do desmatamento na Amazônia. Segundo os cientistas, a grande preocupação é descobrir qual o limite de perda da cobertura florestal antes que o sistema natural de formação e distribuição de chuvas entre em colapso, afetando diretamente o clima e a produção agrícola.
Estudos anteriores já indicavam que a redução das chuvas pode se tornar mais intensa quando o desmatamento ultrapassa entre 30% e 40% de determinadas regiões da floresta. Atualmente, estima-se que cerca de 20% da cobertura original da Amazônia tenha sido perdida nos últimos 50 anos, principalmente devido à expansão da agropecuária.
A nova pesquisa analisou, pela primeira vez, os efeitos combinados do desmatamento e das mudanças climáticas globais sobre o regime de chuvas na porção sul da Amazônia até 2050. Os pesquisadores concluíram que o aquecimento global torna a floresta ainda mais vulnerável à perda de vegetação, ampliando os impactos sobre a precipitação.
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De acordo com as projeções, a cobertura florestal na região estudada pode cair de 49% para 39% até 2050, enquanto áreas destinadas à agricultura e à pecuária devem continuar avançando. Os cenários avaliados apontam redução significativa das chuvas, com consequências para os recursos hídricos, a biodiversidade e o agronegócio.
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Os autores do estudo afirmam que conter o desmatamento é uma das medidas mais importantes para evitar alterações permanentes no clima da Amazônia. Segundo eles, preservar a floresta é fundamental para garantir a manutenção das chuvas, proteger a produção agrícola e reduzir os impactos das mudanças climáticas nas próximas décadas.