Data reforça a importância ambiental e climática da floresta enquanto a região enfrenta alertas para uma possível estiagem mais intensa nos próximos meses.
O Dia da Amazônia é celebrado neste sábado (5/9), em uma data que reforça a importância de um dos biomas mais ricos e estratégicos do planeta. A comemoração ocorre em meio à preocupação com os efeitos do fenômeno El Niño e a possibilidade de uma seca mais intensa nos rios da região nos próximos meses.
A data foi instituída pela Lei nº 11.621, de 2007. A escolha de 5 de setembro faz referência à criação da província do Amazonas, em 1850, durante o Segundo Reinado, sob o governo de Dom Pedro II.
Além da enorme biodiversidade, a Amazônia desempenha papel fundamental no equilíbrio climático. O bioma abriga uma grande variedade de espécies de animais e plantas, extensa rede de rios e milhões de pessoas, entre indígenas, ribeirinhos, extrativistas e moradores das cidades amazônicas.
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Segundo o biólogo e mestrando em Ecologia Aquática pela Universidade Federal do Pará (UFPA), Vinícius Borges, a importância da floresta ultrapassa os limites da própria região.
A vegetação amazônica libera grandes volumes de umidade para a atmosfera, contribuindo para a formação de chuvas que são transportadas para outras áreas do país pelos chamados “rios voadores”.
A Amazônia possui aproximadamente 5 milhões de quilômetros quadrados de floresta e se estende por oito países, além do Brasil. A região é considerada essencial para a manutenção do equilíbrio climático e para a preservação de inúmeras espécies.
A dimensão hídrica também chama atenção. A Bacia Amazônica concentra cerca de 20% da água doce superficial disponível no planeta e aproximadamente 80% das águas superficiais do Brasil.
Neste ano, porém, a celebração acontece acompanhada de alertas sobre as condições climáticas. A atuação do El Niño pode contribuir para a redução das chuvas e para a intensificação da estiagem na região, com possibilidade de impactos mais severos sobre os níveis dos rios ao longo de 2027.
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O cenário reforça a necessidade de preservação da floresta e de monitoramento das condições climáticas e dos recursos hídricos da Amazônia.