Investigação aponta que o homem escolhia vítimas não verbais para dificultar a denúncia dos crimes.
A Polícia Civil do Maranhão cumpriu, na última quarta-feira (27), um mandado de prisão preventiva contra Alberto Luiz Freitas Monção, de 49 anos. O homem, que atuava como diretor-adjunto de uma creche municipal, é investigado pelo crime de abuso sexual contra crianças de dois e três anos de idade, praticado no interior da própria instituição de ensino.
Segundo as investigações lideradas pela delegada Lorena Alves, o suspeito tinha como alvo preferencial crianças autistas não verbais ou com limitações na fala. A polícia informou que a escolha das vítimas era estratégica, com o intuito de evitar que os alunos relatassem as agressões aos pais ou responsáveis, mantendo a violência oculta.
O caso passou a ser investigado após os familiares de uma das crianças perceberem dores físicas e sinais visíveis de violência na vítima. Diante das suspeitas, a família procurou as autoridades policiais para registrar a denúncia.
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A partir do relato, os agentes da Polícia Civil iniciaram diligências e analisaram as imagens do circuito interno de monitoramento da creche. As gravações ajudaram a identificar o modus operandi do funcionário, que aproveitava o regime de tempo integral da escola para retirar os alunos de suas salas.
De acordo com a apuração, o investigado conduzia as crianças até um depósito desprovido de câmeras de segurança, localizado nos fundos da diretoria. O ambiente isolado era utilizado para a prática dos abusos sem que outros funcionários percebessem a ação.
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O suspeito foi encaminhado ao sistema prisional e permanece à disposição do Poder Judiciário.
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