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Política no Amazonas
Discurso de Maria do Carmo sobre violência contra a mulher é questionado por proximidade com Coronel Rosses. VEJA VÍDEOS
Foto: Reprodução

A pré-candidata ao Governo do Amazonas, Professora Maria do Carmo (PL), tem adotado um discurso firme contra a violência doméstica, mas sua proximidade política com o vereador Coronel Rosses (PL) passou a ser questionada nos bastidores.

 

Em março, Maria defendeu a criação de delegacias especializadas em feminicídio no interior do Amazonas. Em junho, durante evento do PL, afirmou ser necessário “endurecer as políticas públicas contra os agressores e principalmente o agressor de mulheres”.

 

No último domingo (9), durante debate promovido pela Band, voltou a afirmar: “Não existe desculpa para que se coloque em liberdade um agressor. Seja ele de uma simples violência física até o feminicídio”.

 

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Ao mesmo tempo, Maria mantém uma relação política próxima com Rosses, que aparece em procedimentos judiciais envolvendo denúncias feitas pela ex-companheira. O caso também foi levado à Câmara Municipal de Manaus (CMM) pelo vereador Jander Lobato.

 

Nas redes sociais, Maria e Rosses aparecem juntos em agendas políticas no interior do Amazonas. O vereador, que é pré-candidato a deputado federal, chegou a ser cogitado como vice na chapa da pré-candidata.

 

Na última quarta-feira (12), os dois participaram de uma agenda na Associação Comercial do Amazonas (ACA), onde Maria apresentou propostas de seu plano de governo. Rosses permaneceu ao lado dela durante o encontro.

 

MEDIDAS PROTETIVAS

 

 

Segundo documentos judiciais, a ex-companheira de Rosses aparece como vítima em procedimentos relacionados a violência doméstica entre 2017 e 2019.

 

Em junho de 2017, a Justiça concedeu medidas protetivas que proibiam Rosses de se aproximar da mulher e de seus familiares a menos de 300 metros, além de impedir qualquer tipo de contato.

 

Em agosto do mesmo ano, um novo boletim de ocorrência registrou denúncia de vias de fato e injúria. Segundo a mulher, ela teria recebido um tapa no rosto e sido chamada de “vagabunda” durante uma discussão. Rosses negou a agressão e alegou ter sido atingido por uma chave durante o conflito.

 

O processo acabou sendo arquivado após o Ministério Público entender que ele teria agido em legítima defesa.

 

Em 2019, a ex-companheira voltou a pedir medidas protetivas. As restrições foram mantidas pela Justiça, que considerou os relatos apresentados pela mulher sobre agressões psicológicas, xingamentos e episódios de violência física.

 

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Os documentos mencionados registram denúncias e decisões judiciais, mas não representam, por si só, condenação criminal pelos fatos relatados. 

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