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Dívida pública sobe e chega a 81,9% do PIB no governo Lula, maior nível em mais de cinco anos
Foto: Adobe stock - Banco Central

Endividamento já se aproxima do recorde histórico, atingindo durante a pandemia da Covid-19, o que pressiona para cima a taxa de juros na economia

A dívida bruta do governo geral avançou e alcançou 81,9% do Produto Interno Bruto (PIB) na parcial do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), segundo dados divulgados nesta sexta-feira (31). O indicador representa uma alta de cerca de 10 pontos percentuais desde o início do atual mandato e voltou a acender o alerta sobre a situação fiscal do país.

 

O aumento da dívida foi impulsionado principalmente pelo peso dos juros elevados, que passaram a representar uma parcela significativa das despesas públicas. Nos 12 meses encerrados em junho, os gastos com juros chegaram a 8,8% do PIB, enquanto o resultado primário registrou déficit de 1,19% do PIB, segundo dados oficiais.

 

Além da elevação do endividamento, as contas públicas também registraram um déficit nominal próximo de 10% do PIB, um dos maiores resultados desde o período mais crítico da pandemia. Economistas apontam que o custo de financiamento da dívida e a manutenção de despesas elevadas estão entre os principais fatores de pressão sobre o cenário fiscal brasileiro.

 

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A dívida bruta é um dos principais indicadores acompanhados por investidores e agências de classificação de risco, pois mostra a capacidade do governo de administrar seus compromissos financeiros. O avanço do indicador aumenta as discussões sobre a necessidade de medidas para equilibrar receitas e despesas no longo prazo.

 

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O governo afirma que mantém o compromisso com o equilíbrio das contas e destaca medidas para ampliar a arrecadação e cumprir as metas fiscais. Já analistas do mercado avaliam que a trajetória da dívida dependerá do comportamento dos juros, do crescimento econômico e da capacidade de controle dos gastos públicos. 

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