O nefrologista e intensivista Elber Rocha menciona alguns sintomas que podem surgir e indicar o comprometimento dos rins
Dados do Ministério da Saúde e de organizações de saúde indicam que a doença renal crônica (DRC) é um problema crescente no Brasil, afetando uma parcela significativa da população e muitas vezes evoluindo sem sintomas perceptíveis nas fases iniciais. Estima-se que até cerca de 10% dos brasileiros tenham algum grau de DRC, cuja prevalência aumenta com a idade e em pessoas com comorbidades como diabetes e hipertensão.
A DRC é caracterizada pela perda progressiva da capacidade dos rins de filtrar o sangue e manter o equilíbrio de líquidos, sais e outras substâncias essenciais no corpo por um período de pelo menos três meses. Muitos pacientes só identificam a doença já em estágio mais avançado, porque sintomas claros costumam surgir tardiamente.
Alguns sinais que podem indicar comprometimento da função renal incluem a presença persistente de espuma na urina, que pode sugerir perda de proteínas pelos rins, conhecida como proteinúria. Outras alterações na urina, como cor escura ou sangue, também merecem investigação médica, assim como aumento ou diminuição da quantidade urinada.
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Além disso, a DRC pode se manifestar com inchaço nas pernas, tornozelos ou ao redor dos olhos, pressão arterial difícil de controlar, fadiga constante, náuseas e perda de apetite. Em fases mais avançadas, sintomas como coceira na pele, cãibras musculares e dificuldade de concentração podem aparecer, refletindo acúmulo de toxinas no organismo.

Foto: Reprodução
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Por ser uma condição silenciosa, os especialistas enfatizam a importância do diagnóstico precoce e da prevenção, especialmente em grupos de risco. O acompanhamento regular da pressão arterial, o controle rigoroso do diabetes e mudanças na alimentação, além de consultas médicas periódicas, podem ajudar a retardar a progressão da DRC e minimizar suas complicações.