Epilepsia, AVC e outras doenças neurológicas podem transformar a gravidez em uma gestação de alto risco e exigem acompanhamento especializado
Doenças neurológicas durante a gestação podem elevar significativamente os riscos para mães e bebês, tornando o pré-natal ainda mais importante em casos considerados de alto risco. Segundo o Ministério da Saúde, cerca de 15% das gestações no país apresentam algum tipo de complicação que exige atenção médica ampliada.
Entre as condições mais frequentes está a epilepsia, apontada por estudos científicos como a doença neurológica mais comum entre gestantes. Pesquisas publicadas no Journal of Medical and Biosciences Research indicam que milhões de mulheres em idade fértil convivem com a condição em todo o mundo.
A epilepsia é caracterizada por alterações elétricas no cérebro que provocam crises de diferentes intensidades. Durante a gravidez, o controle inadequado dessas crises pode aumentar os riscos de aborto, parto prematuro, pré-eclâmpsia, hipóxia fetal e prejuízos ao desenvolvimento do bebê.
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Especialistas alertam ainda que o uso de medicamentos antiepilépticos sem acompanhamento médico pode trazer riscos adicionais. Alguns remédios atravessam a placenta e podem estar associados a malformações congênitas, alterações cardíacas e déficits neurológicos no feto.
Segundo os estudos, o acompanhamento conjunto entre obstetra e neurologista é fundamental para ajustar tratamentos, controlar as crises e reduzir complicações durante toda a gestação e também no período pós-parto.
Além da epilepsia, o acidente vascular cerebral (AVC) também preocupa especialistas. A Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia destaca que gestantes com hipertensão, pré-eclâmpsia ou trombofilias apresentam maior risco de desenvolver AVC ou trombose cerebral.
Pesquisadores da Universidade de Helsinque acompanharam mulheres que sofreram AVC durante a gravidez ou após o parto e identificaram aumento no risco de problemas cardiovasculares, depressão e dificuldades profissionais ao longo dos anos seguintes.
Os dados divulgados pela Academia Americana de Neurologia reforçam a necessidade de monitoramento contínuo, suporte psicológico e prevenção de complicações neurológicas em gestantes.
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Especialistas ressaltam que o pré-natal multidisciplinar é essencial para identificar precocemente doenças silenciosas, orientar o uso correto de medicamentos e garantir mais segurança tanto para a mãe quanto para o bebê.