Pesquisa com jovens de 15 a 19 anos em duas capitais também identificou uso irregular de preservativo e outras vulnerabilidades
Um estudo realizado com adolescentes homens que fazem sexo com outros homens aponta que cerca de dois em cada três nunca realizaram um teste para detectar o HIV. A pesquisa chama atenção para a baixa frequência da testagem entre esse grupo e para a necessidade de ampliar o acesso à prevenção e ao diagnóstico precoce.
De acordo com os dados divulgados, 65% dos adolescentes entrevistados nunca haviam feito o teste de HIV. O levantamento foi desenvolvido por pesquisadores da Universidade Federal do Ceará (UFC) e analisou o comportamento relacionado à testagem e à prevenção da infecção.
A falta de testagem pode dificultar a identificação precoce do HIV. Quando diagnosticada, a infecção pode ser tratada e acompanhada, permitindo que a pessoa tenha qualidade de vida e reduzindo o risco de transmissão do vírus.
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Especialistas destacam que ampliar o acesso dos adolescentes aos serviços de saúde é uma das estratégias para fortalecer a prevenção. No Brasil, iniciativas voltadas à população jovem também buscam facilitar o acesso à testagem e a medidas preventivas, como a profilaxia pré-exposição, conhecida como PrEP.
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O estudo reforça a importância de políticas de prevenção voltadas especificamente aos adolescentes, com informação, atendimento adequado e acesso facilitado aos testes. A identificação do HIV em estágio inicial permite iniciar o acompanhamento e o tratamento o quanto antes.