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Dólar avança e chega a R$ 5,44 em meio a incertezas econômicas
Foto: Divulgação

Moeda norte-americana abriu em alta nesta sexta-feira (30), pressionada por preocupações fiscais no Brasil e pela disputa em torno da taxa Ptax no fechamento do mês.

 O dólar comercial abriu em alta nesta sexta-feira (30) e chegou a R$ 5,443 às 9h52, com valorização de 1,05% em relação ao fechamento anterior. O movimento ocorre no último pregão de outubro, período em que investidores acompanham a formação da taxa Ptax, referência utilizada para a liquidação de contratos cambiais.

 

Na quinta-feira (29), a moeda norte-americana encerrou o dia cotada a R$ 5,387, com alta de 0,89%. A valorização ocorreu após duas sessões consecutivas de queda e refletiu a cautela do mercado diante das incertezas sobre a condução da política econômica brasileira e as perspectivas para os juros nos Estados Unidos.

 

A formação da Ptax de fim de mês pode aumentar a volatilidade do câmbio. Calculada pelo Banco Central com base nas cotações do mercado à vista, a taxa serve como referência para diferentes operações financeiras. Durante as janelas de coleta, investidores podem ajustar suas posições, contribuindo para oscilações na cotação.

 

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No cenário doméstico, os investidores também acompanham os dados do mercado de trabalho. A taxa de desemprego brasileira ficou em 5,2% no trimestre encerrado em setembro, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado representa o menor índice para esse período desde o início da série histórica, em 2012.

 

Apesar do indicador positivo, persistem preocupações com as contas públicas e a trajetória da dívida brasileira. A dívida bruta do país permaneceu em 82,9% do Produto Interno Bruto (PIB) em setembro, segundo dados do Banco Central. A falta de definições sobre medidas fiscais mantém os investidores atentos aos possíveis impactos sobre os ativos nacionais.

 

No mercado internacional, os indicadores econômicos dos Estados Unidos também influenciam as negociações. A inflação medida pelo índice de preços das despesas de consumo pessoal (PCE) acumulou alta de 3,6% em 12 meses até setembro, enquanto o PIB norte-americano cresceu 3,4% no terceiro trimestre, acima das expectativas de parte dos analistas. Os números reforçam as preocupações com a persistência da inflação e a possibilidade de manutenção de juros elevados.

 

A cotação do petróleo também permanece no radar. Na manhã desta sexta-feira, o barril do tipo Brent, referência internacional, era negociado acima de US$ 113, com valorização superior a 2%. As oscilações da commodity podem afetar as expectativas de inflação e influenciar os mercados financeiros, dependendo de seus efeitos sobre os custos de energia e a atividade econômica.

 

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A cotação do dólar varia ao longo do pregão conforme as negociações e a divulgação de novos indicadores. A alta da moeda pode encarecer produtos importados, combustíveis e insumos utilizados pela indústria, embora o impacto sobre os preços finais dependa de outros fatores. Os valores registrados no início do dia não representam necessariamente a cotação de fechamento desta sexta-feira.

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