Especialistas alertam que o hábito de trabalhar sentado por longas horas retifica a curvatura da coluna e enfraquece a musculatura
A dor nas costas deixou de ser um problema associado apenas à população mais idosa e passou a atingir cada vez mais brasileiros em idade produtiva, tornando-se uma das principais causas de afastamento do trabalho no país. O cenário, que já preocupa especialistas, atingiu níveis recordes recentemente e acende um alerta sobre os impactos do estilo de vida moderno na saúde da população.
Dados recentes mostram que o Brasil registrou cerca de 4 milhões de afastamentos do trabalho em 2025, o maior número dos últimos anos, sendo que as doenças relacionadas à coluna vertebral, como dores lombares e hérnias de disco, aparecem no topo da lista de causas. Esse tipo de problema já ocupa, pelo terceiro ano consecutivo, a primeira posição entre os motivos que levam trabalhadores a solicitar licença por incapacidade temporária.
O fenômeno não se limita apenas ao Brasil. Em escala global, a dor nas costas é considerada a principal causa de incapacidade, afetando mais de 600 milhões de pessoas em diferentes faixas etárias. No entanto, o que mais chama atenção é a mudança no perfil dos pacientes, com crescimento expressivo entre adultos jovens, especialmente aqueles entre 30 e 40 anos.
Veja também

Nova insulina no SUS representa avanço importante no controle do diabetes no Brasil
Anvisa suspende lote de dipirona injetável e bloqueia medicamentos manipulados por irregularidades
Especialistas apontam que essa transformação está diretamente ligada aos hábitos contemporâneos, sobretudo ao aumento do tempo passado sentado, seja em escritórios ou no modelo de trabalho remoto. A permanência prolongada nessa posição altera a curvatura natural da coluna e aumenta a pressão sobre os discos intervertebrais, favorecendo o surgimento de dores e lesões. Além disso, o sedentarismo contribui para o enfraquecimento da musculatura que sustenta a coluna, agravando ainda mais o quadro.
Esse conjunto de fatores cria um ciclo prejudicial: a falta de atividade física enfraquece o corpo, o que aumenta o risco de dor, e a dor, por sua vez, reduz ainda mais a disposição para se movimentar. Como resultado, muitos trabalhadores passam a conviver com desconfortos constantes que, com o tempo, evoluem para quadros crônicos e incapacitantes.
:strip_icc()/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2023/h/J/bEKR1FRXmIbNjZYc1xPQ/image.png)
Além das dores propriamente ditas, os impactos se estendem à produtividade e à qualidade de vida. Trabalhadores afetados frequentemente apresentam limitação de movimentos, dificuldade de concentração e até afastamentos prolongados, o que também gera custos significativos para o sistema previdenciário e para as empresas.
Diante desse cenário, especialistas reforçam que a prevenção é essencial. A prática regular de atividades físicas, especialmente aquelas voltadas ao fortalecimento da musculatura abdominal e lombar, é apontada como uma das principais formas de evitar o problema. Exercícios como musculação, pilates e natação ajudam a criar uma espécie de “cinturão natural” de proteção para a coluna.

Fotos: Reprodução
Além disso, mudanças simples na rotina podem fazer grande diferença, como ajustar a ergonomia do ambiente de trabalho, manter a postura adequada e realizar pausas ao longo do dia para se levantar e caminhar. Pequenos intervalos durante a jornada são fundamentais para reduzir a sobrecarga sobre a coluna e evitar o agravamento das dores.
Outro ponto importante é não ignorar os sinais do corpo. Especialistas alertam que dores frequentes não devem ser tratadas como algo normal, já que podem indicar o início de problemas mais sérios. O diagnóstico precoce e o acompanhamento adequado são essenciais para evitar complicações e garantir uma recuperação mais rápida.
Curtiu? Siga o PORTAL DO ZACARIAS no Facebook, Twitter e no Instagram.
Entre no nosso Grupo de WhatApp, Canal e Telegram
Com o aumento expressivo dos casos, a dor nas costas passa a ser tratada como uma verdadeira “epidemia silenciosa”, refletindo diretamente as mudanças no estilo de vida da sociedade moderna. O desafio agora é promover maior conscientização sobre prevenção e incentivar hábitos mais saudáveis, capazes de reduzir os impactos dessa condição que já afeta milhões de trabalhadores no Brasil e no mundo.