As fiscalizações foram intensificadas com o início do período de seca em 2025 para garantir a sobrevivência de espécies como tartarugas e tracajás
O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), com o apoio do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), passou a usar drones para monitorar possíveis crimes ambientais envolvendo quelônios que se reproduzem nas praias do Parque Nacional de Anavilhanas, no Amazonas.
As fiscalizações foram intensificadas com o início do período de seca em 2025 para garantir a sobrevivência de espécies como tartarugas e tracajás.O agente do Ibama Cícero Furtado, afirmou que, nas praias formadas na região foi possível identificar diversas pegadas de tracajás e tartarugas, indicando a chegada dos animais para o período de desova. Segundo ele, as equipes intensificam as ações de fiscalização e realizam o monitoramento dessas áreas com o apoio de drones, tecnologia que permite ampliar o alcance das atividades e cobrir uma área mais extensa.
“Nós estamos aqui nas praias que se formam no Parque Nacional de Anavilhanas. A gente observa que há muitas pegadas de tracajás e tartarugas, então isso mostra que eles estão vindo para cá para desovar, e isso faz com que as equipes intensifiquem as ações de fiscalizações para que a gente faça o monitoramento dessas áreas. Nós aprimoramos a nossa tecnologia no caso aqui usando drones para conseguir fazer uma fiscalização em uma área mais extensa“, explicou.
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De acordo com o agente do ICMBio Enrique Salazar, a presença humana irregular tem aumentado na região, com infratores que trafegam pelo rio e desembarcam nas praias para coletar ovos de quelônios ou capturar os animais vivos durante o período de desova. Essa prática ilegal compromete o equilíbrio ecológico e interfere no ciclo reprodutivo de espécies essenciais ao ecossistema amazônico, como os tracajás e as tartarugas-da-amazônia.
“Nós estamos na praia da Raimunda, no Rio Negro, dentro do Parque Nacional de Anavilhanas, em uma ação de fiscalização, vistoria de praias, né, é uma época de vazante então é uma época em que as tartarugas desovam e são muito capturadas aqui nas praias. Então, a gente está verificando aqui se existe rede, se existe gente atacando ovos de quelônios e até de aves também aqui na região“, explicou.

Foto: Reprodução
O uso da tecnologia tem se mostrado um importante aliado no combate aos crimes ambientais. O ICMBio passou a utilizar drones equipados com câmeras capazes de sobrevoar as áreas e identificar movimentações suspeitas. O emprego desses equipamentos aprimora as ações de fiscalização, permitindo o monitoramento em tempo real, ampliando o alcance das operações e aumentando a segurança na região.
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Durante uma das visitas ao local, os agentes ambientais encontraram centenas de ovos de tracajás e tartarugas nas áreas de praia utilizadas para desova e incubação natural. O registro mostra a importância ecológica da região como berçário de diversas espécies aquáticas, especialmente tracajás e tartarugas, que dependem desses ambientes para a continuidade de seus ciclos reprodutivos.
Fonte: Revista Cenarium