O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta quinta-feira (24) que recursos ligados ao Banco Master e ao crime organizado teriam circulado por uma mesma estrutura financeira. A declaração ocorreu durante a terceira fase da Operação Carbono Oculto, que investiga um esquema de lavagem de dinheiro envolvendo fundos de investimento, fintechs e empresas de fachada.
Segundo Durigan, a investigação identificou movimentações de aproximadamente R$ 11 bilhões relacionadas ao grupo empresarial Entre. De acordo com o ministro, a estrutura teria recebido recursos de diferentes origens e utilizado os valores para ocultar patrimônio e dar liquidez a operações financeiras.
O ministro afirmou ainda que os recursos teriam sido usados em operações que envolvem o financiamento do filme “Dark Horse”, produção sobre a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro. A apuração aponta que o empresário Antonio Carlos Freixo Júnior, conhecido como Mineiro, é ligado ao grupo Entre e teria realizado repasses para um fundo utilizado no financiamento da produção.
Veja também
.jpg)
Flávio Bolsonaro pede ao STF investigação sobre suposto presente de Vorcaro a Lula
Governo avalia como lidar com R$ 2,5 bilhões pagos por bets em outorgas
Durigan destacou que, diante da mistura de recursos de diferentes origens dentro das mesmas estruturas financeiras, será necessário rastrear a movimentação para identificar exatamente de onde saiu cada valor e qual foi sua destinação. A investigação também busca esclarecer possíveis mecanismos utilizados para lavar dinheiro e ocultar os verdadeiros beneficiários das operações.
Curtiu? Siga o PORTAL DO ZACARIAS no Facebook, Twitter e no Instagram.
A terceira fase da operação é conduzida por órgãos como Receita Federal e Ministério Público de São Paulo e tem como um dos focos o uso de fundos e empresas para movimentar recursos relacionados ao crime organizado. A apuração continua, e as autoridades ainda deverão analisar os documentos e dados financeiros recolhidos durante a operação.