Declaração do deputado expõe tensões no bolsonarismo, pressões sobre Tarcísio de Freitas e consolida Flávio Bolsonaro como aposta do grupo para a disputa presidencial, enquanto aliados divergem sobre o futuro político da direita
O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) afirmou, nesta quinta-feira, 22, que o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), “não tem a opção de ir contra” a candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República. Em entrevista ao portal Jornal Razão, o ex-parlamentar disse que, se seguir caminho distinto, Tarcísio pode se equiparar ao ex-governador paulista João Doria.
“Acho que ele não tem nem muito o que aceitar, porque é difícil você mudar essa conduta”, disse Eduardo. “O Tarcísio, até ontem, é um servidor público, um desconhecido da sociedade (sic), que ganhou notoriedade sendo ministro da Infraestrutura e depois foi eleito em São Paulo graças ao presidente Jair Bolsonaro. Ele não tem a opção de ir contra o Bolsonaro.”
Segundo Eduardo, “Tarcísio é inteligente” e, por isso, “não tomará esse caminho”. Ele afirmou ainda que o cargo de governador de São Paulo é estratégico e que qualquer gestor que cumpra dois mandatos bem avaliados no Estado projeta seu nome como presidenciável por décadas. Na avaliação do ex-deputado, o arranjo político de Flávio já está definido e o jogo de bastidores, encerrado. Acrescentou que o irmão é um político habilidoso e articulado e que, mais cedo ou mais tarde, “para um número cada vez menor de céticos”, ficará claro ao eleitorado que ele é o candidato.
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“Para presidente, vai ser Lula contra Flávio Bolsonaro”, prosseguiu. “Se ele tentar qualquer medida para fazer alguma coisa diferente e sair candidato, no barato, ele vai se equiparar ao João Doria.” O ex-chefe do Executivo paulista passou a ser visto como um “traidor” no bolsonarismo após se posicionar contra Jair Bolsonaro durante a pandemia de covid-19, visando às eleições presidenciais de 2022.
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Eduardo enfatizou que, no desenho atual, Flávio será o candidato à Presidência, enquanto Tarcísio disputará a reeleição ao governo paulista. Afirmou ainda que o governador do Paraná, Ratinho Júnior (PSD), também deve entrar na corrida presidencial, mas com “chances reduzidas”, ressalvando o trabalho realizado pelo paranaense. Para ele, o cenário eleitoral já se encontra polarizado.