Incêndios castigaram o Pantanal em 2024: situação foi agravada pela seca e aumento da temperatura provada pelo El Niño
Dezesseis estados brasileiros e o Distrito Federal já encaminharam ao governo federal informações para a elaboração de um plano integrado de prevenção e combate aos incêndios florestais diante do avanço do fenômeno El Niño. A mobilização ocorre em meio à previsão de condições climáticas que podem aumentar o risco de queimadas em diferentes regiões do país.
As projeções climáticas indicam que o El Niño poderá ganhar força entre agosto e dezembro, provocando alterações no regime de chuvas e temperaturas acima da média em grande parte do território brasileiro. Norte e Centro-Oeste estão entre as áreas que podem enfrentar redução das precipitações, cenário que favorece o aumento do risco de incêndios em áreas de vegetação.
O governo federal havia estabelecido prazo para que estados e o Distrito Federal apresentassem informações sobre as medidas adotadas para enfrentar os possíveis efeitos do fenômeno. Entre as ações estão o planejamento de prevenção, o manejo integrado do fogo, o monitoramento das áreas de risco e a preparação das equipes responsáveis pelo combate às queimadas.
Veja também

Pampas perde quase metade da vegetação nativa e registra avanço de áreas agrícolas
Casa d’Arraia é inaugurada em Manaus com aquário e exposição sobre espécies amazônicas
A preocupação é maior em áreas da Amazônia, do Cerrado e da Caatinga. As previsões apontam risco elevado de incêndios especialmente em estados como Amazonas, Pará, Tocantins, Maranhão e Mato Grosso, onde a combinação de temperaturas elevadas e menor volume de chuvas pode deixar a vegetação mais vulnerável ao fogo.
Curtiu? Siga o PORTAL DO ZACARIAS no Facebook, Twitter e no Instagram.
Entre no nosso Grupo de WhatApp, Canal e Telegram
A preparação ocorre após um período marcado por grandes incêndios florestais no país e busca evitar que uma eventual intensificação do El Niño provoque novos episódios de destruição ambiental. A estratégia pretende integrar União, estados e órgãos de prevenção e combate para antecipar os riscos, reforçar a resposta e reduzir os impactos das queimadas durante os meses mais críticos.