Região que se espalha por Brasil, Argentina e Uruguai perdeu 21% das pastagens naturais desde 1985. Brasil teve a maior redução proporcional de vegetação nativa
O bioma Pampa perdeu uma parcela significativa de sua vegetação nativa nas últimas décadas, segundo levantamento divulgado nesta quinta-feira (4). Os dados mostram que a expansão de áreas destinadas à agricultura e à pecuária continua sendo uma das principais ameaças ao bioma, concentrado principalmente no Rio Grande do Sul.
O levantamento aponta que a vegetação nativa do Pampa vem sendo substituída de forma acelerada por áreas de cultivo e outras atividades econômicas. A transformação da paisagem preocupa especialistas porque o bioma abriga espécies de animais e plantas adaptadas às condições específicas dos campos sulinos.
Além da perda de vegetação, o avanço das atividades agropecuárias provoca alterações no solo e nos recursos hídricos e pode comprometer áreas importantes para a conservação da biodiversidade. A situação é especialmente preocupante em regiões onde a conversão da vegetação ocorre de maneira contínua.
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Os dados também mostram que a perda não acontece apenas por grandes desmatamentos. A substituição gradual dos campos naturais por lavouras, pastagens cultivadas e outras formas de ocupação contribui para a redução da cobertura nativa e dificulta a preservação das características originais do bioma.
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Especialistas defendem o fortalecimento da fiscalização e de políticas de conservação para impedir que o avanço das atividades econômicas continue reduzindo o Pampa. A preservação dos campos nativos é considerada fundamental para manter a biodiversidade e os serviços ambientais oferecidos pelo bioma.