Reportagem do Fantástico mostra o que provocou os ventos destrutivos no Sudeste, traz relatos de quem enfrentou a tempestade e alerta para o risco de novos eventos severos nos próximos meses
A sequência de temporais, vendavais, granizo, tornados e enchentes registrada em diversas regiões do Brasil reacendeu o debate sobre a influência do fenômeno El Niño no clima do país. Segundo especialistas ouvidos pelo Fantástico, da TV Globo, o aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico já começou a alterar os padrões atmosféricos e favorece a ocorrência de eventos extremos, principalmente na Região Sul, mas não pode ser apontado como o único responsável pelos desastres recentes.
Pesquisadores explicam que o El Niño modifica a circulação da atmosfera, aumentando a umidade e favorecendo tempestades intensas no Sul do Brasil. No entanto, fenômenos como o vendaval que atingiu São Paulo e o Rio de Janeiro resultam da combinação entre frentes frias, áreas de baixa pressão, umidade elevada e outros sistemas meteorológicos, o que impede atribuir toda a responsabilidade ao fenômeno climático.
De acordo com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e outros órgãos de monitoramento climático, o El Niño de 2026 deve ganhar força ao longo do segundo semestre, elevando o risco de chuvas acima da média no Sul e de estiagem em áreas das regiões Norte e Nordeste. A previsão também indica temperaturas mais elevadas em boa parte do país, especialmente durante a primavera e o verão.
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Os especialistas alertam que, embora o fenômeno aumente a probabilidade de eventos severos, cada ocorrência depende de uma série de fatores atmosféricos que variam conforme a região e o período do ano. Por isso, nem toda tempestade ou vendaval registrado durante um episódio de El Niño pode ser diretamente atribuído ao aquecimento do Pacífico.
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Diante das previsões, os órgãos meteorológicos recomendam atenção redobrada aos alertas oficiais, especialmente nas áreas mais suscetíveis a enchentes, deslizamentos, vendavais e incêndios florestais. A expectativa é que a influência do El Niño continue aumentando nos próximos meses, exigindo monitoramento constante das condições climáticas em todo o país.