Primeiro turno presidencial é marcado pela polarização entre propostas de diálogo e endurecimento no combate aos grupos armados.
A Colômbia realiza neste domingo o primeiro turno das eleições presidenciais em um cenário de forte polarização política e crescente preocupação com a segurança pública. A campanha eleitoral foi profundamente impactada pela morte do senador e então pré-candidato Miguel Uribe Turbay, assassinado após sofrer um atentado a tiros em agosto de 2025.
O episódio reacendeu o debate sobre a violência política no país e colocou a segurança no centro das discussões eleitorais. Em meio à mais intensa onda de violência registrada na última década, os colombianos chegam às urnas divididos entre duas estratégias distintas para enfrentar grupos armados, guerrilhas dissidentes e organizações criminosas.
De um lado, setores ligados ao governo defendem a continuidade da política de “paz total”, implementada pelo presidente Gustavo Petro, que busca ampliar negociações e acordos com grupos armados. Do outro, candidatos da oposição apostam em medidas mais rígidas, com fortalecimento das forças de segurança e combate direto às organizações criminosas.
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As pesquisas de intenção de voto apontam liderança de Iván Cepeda, candidato apoiado pela base governista, que manteve desempenho estável ao longo da campanha. Na sequência aparece Abelardo de la Espriella, representante da extrema direita, que ganhou espaço nos últimos meses com um discurso focado no endurecimento das ações contra o crime organizado.
Conhecido como “El Tigre”, Espriella defende o aumento da presença militar em áreas dominadas por grupos criminosos e a construção de grandes complexos prisionais inspirados no modelo adotado por El Salvador. Sua campanha também foi marcada por episódios de violência, incluindo o assassinato de dois integrantes de sua equipe, fato que levou o candidato a reforçar sua segurança pessoal durante os eventos eleitorais.
Já Paloma Valencia, ligada à direita tradicional e próxima ao ex-presidente Álvaro Uribe, aparece entre os principais nomes da disputa, defendendo propostas semelhantes às de Espriella no enfrentamento à criminalidade.
Especialistas avaliam que o assassinato de Miguel Uribe trouxe à memória um período marcado por ataques contra lideranças políticas durante os anos mais intensos do conflito armado colombiano. Para analistas, o episódio simboliza os desafios que o país ainda enfrenta para consolidar a segurança e fortalecer as instituições democráticas.
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A votação deste domingo é vista como um momento decisivo para definir os rumos da política colombiana em um contexto de insegurança crescente, disputas ideológicas acirradas e expectativa por soluções capazes de reduzir a violência no país.