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Em conservação, tamanho é mesmo documento
Foto: Reprodução

Estudo de pesquisadores internacionais aponta que grandes frações florestais são melhores refúgios para a biodiversidade

Um time internacional de cientistas aponta caminhos para reforçar a conservação da biodiversidade após resolver um dilema que se arrastava por décadas. Também constataram que a fragmentação prejudica serviços ecossistêmicos e a luta contra a crise climática planetária.

 

O modelo agropecuário e a legislação florestal converteram grande parte do território brasileiro numa colcha de retalhos, alternando lavouras, pastos e manchas isoladas de vegetação nativa. Mesmo nas margens de rios e de nascentes, essa inúmeras vezes foi dilapidada.

 

Diante dessa caótica paisagem, cientistas se perguntavam se a vida selvagem teria mais chances em mais fragmentos menores ou em menos parcelas maiores de florestas e outras formações naturais. Quem pensou na segunda opção levou a melhor, mas a resposta veio após muito esforço.

 

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Pesquisadores do Brasil, Alemanha, Reino Unido, Argentina, Austrália, Suíça, México e Estados Unidos precisaram analisar 4.006 espécies de vertebrados, invertebrados e plantas em 37 pontos do mundo para comparar as diferenças de biodiversidade entre paisagens contínuas e desestruturadas.

 

 

Publicado na revista Nature Reviews Biodiversity, o estudo mostra que as paisagens fragmentadas tinham mais espécies generalistas – que podem sobreviver em ambientes variados -, 13,6% menos espécies quando pesados os fragmentos e 12,1% menos espécies quando observadas as paisagens.

 

Para concluir isso, os cientistas olharam para as diversidades “alfa, beta e gama” de cada região analisada. A primeira e a segunda se referem respectivamente ao número e à composição de espécies em manchas de vegetação, enquanto a última trata da biodiversidade numa paisagem toda.

 

Programa de Restauração Florestal | ITPA 27 Anos

Fotos: Reprodução

 

“Pense em fragmentos de florestas que você encontra ao dirigir entre plantações agrícolas”, pede Nate Sanders, um dos autores do estudo e professor de Ecologia e Biologia Evolutiva da Universidade de Michigan (Estados Unidos). “Cada fragmento pode conter um punhado de espécies de pássaros (diversidade alfa), mas cada fragmento terá espécies diferentes de pássaros em comparação com o fragmento anterior (beta). A biodiversidade da paisagem toda com os fragmentos, ou mesmo de uma floresta contínua, é a diversidade gama”, descreve.

 

Conforme seus autores, o pulo do gato do estudo foi melhor comparar paisagens fragmentadas a florestas grandes e contínuas. Isso não teria ocorrido em investigações prévias, que focaram em apenas um componente da diversidade ou pesaram florestas contínuas com dezenas de fragmentos.

 

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Assim, descobriram que a fragmentação diminuiu o número de espécies em todos os grupos de seres vivos, mas que o aumento na diversidade nos fragmentos não compensou a perda de diversidade de espécies nas paisagens. Ou seja, a biodiversidade realmente perde na desestruturação dos ambientes. 

 

Fonte: O Eco

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