O empresário Samuel Doria Medina e o ex-presidente Jorge Quiroga, lideram as intenções de voto; eleição ocorre neste domingo
Mergulhados em uma profunda crise econômica, os bolivianos se preparam para dar uma guinada radical à direita na eleição presidencial deste domingo, após 20 anos de domínio do Movimento ao Socialismo (MAS), liderado por Evo Morales.
O país de 11,3 milhões de habitantes, com forte influência indígena e rico em lítio, vai às urnas cansado da falta de dólares, combustíveis e alguns alimentos.
A inflação acumulada do último ano gira em torno de 25%, a mais alta desde 2008. A maioria culpa pela derrocada o impopular governo de Luis Arce, que desistiu de buscar a reeleição.— Nossa situação está realmente no fundo do poço. Nossa moeda se desvalorizou, os salários não são suficientes, tudo está caríssimo — disse à AFP Freddy Millán, engenheiro de 53 anos que vive na cidade de Santa Cruz.
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— Uma grande maioria quer mudança porque está cansada desta política do socialismo — acrescenta.
O milionário Samuel Doria Medina, de 66 anos, e o ex-presidente Jorge Quiroga, de 65, lideram as intenções de voto entre os oito candidatos e devem se enfrentar em um segundo turno, em 19 de outubro. Ambos os opositores prometem pôr fim ao modelo econômico de corte estatal implementado pelo MAS.
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Por anos, o crescimento da Bolívia dependeu de suas exportações de gás, principal fonte de entrada de moeda estrangeira no país. Mas, desde 2017, a produção vem sofrendo uma queda constante.
Fonte: BBC