Ex-presidente passou por uma cirurgia de 12 horas no último domingo (13), em Brasília. Ele segue sem previsão de alta, e a recomendação médica é que também não receba visitas
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) apresentou "melhora nos exames laboratoriais", segundo o boletim médico divulgado nesta quinta-feira (17). Ele segue na unidade de terapia intensiva (UTI) em um hospital particular de Brasília, e continua sem receber visitas.
De acordo com a equipe médica, Bolsonaro "mantém boa evolução clínica, sem dor e sem outras intercorrências".
Este é o quarto dia de internação do ex-presidente, que passou por uma cirurgia de 12 horas no domingo (13), em Brasília.
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O procedimento cirúrgico foi para tratar uma "suboclusão intestinal" – uma obstrução parcial do intestino causada por aderências formadas após múltiplas cirurgias anteriores, em decorrência da facada que levou em 2018.
"Apresenta também melhora dos exames laboratoriais. Segue em jejum oral, com nutrição parenteral exclusiva. Hoje, continuará o programa de fisioterapia motora (caminhada fora do leito) e respiratória. Persiste a recomendação de não receber visitas e não há previsão de alta da UTI", informa o boletim.
Em publicação nas redes sociais, Bolsonaro informou que "os exames laboratoriais indicam melhora, o que me traz mais alento e esperança a cada dia. Pois com a evolução pós cirurgia, a cada dia passado com evolução esperada, maiores são as chances de menores complicações", escreveu.
CAMINHADAS PELO HOSPITAL
Em vídeos publicado nesta terça (15), Bolsonaro apareceu andando com a ajuda de um andador e foi acompanhado pela equipe médica. Em um dos registros, o ex-presidente está acompanhado da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro.
A equipe médica afirmou, na ocasião, que Bolsonaro mantinha estabilidade clínica, sem dor, sangramentos ou outras intercorrências. E que o ex-presidente passaria por fisioterapia motora e respiratória.
A recomendação médica é que estão autorizados a visitá-lo, além da equipe médica, apenas familiares.
PROCEDIMENTO COMPLEXO
Segundo o cardiologista da equipe, Leandro Echenique, esta cirurgia – a sétima desde o atentado – está entre "as mais complexas" feitas no ex-presidente. A longa duração do procedimento, inclusive, já era esperada.
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Durante a cirurgia, os médicos identificaram que a obstrução intestinal era causada por uma dobra no intestino delgado, que dificultava o trânsito intestinal. O problema foi corrigido com a liberação das aderências.
Fonte: G1