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Em vídeo, Waldery Areosa insinua que Maria Enxofre do Carmo não tem capacidade intelectual para se expressar sozinha. Resumindo: chamou de burra. VEJA VÍDEO
Foto: Reprodução/Portal do Zacarias

*Por Antônio Zacarias - No vídeo divulgado na semana passada, o empresário da educação Waldery Areosa não usou a palavra “burra”.
Não precisou.

 

A estratégia foi outra  — igualmente ácida: a desqualificação intelectual por insinuação.

 

Ao afirmar que Maria Enxofre do Carmo não consegue sustentar quatro minutos de fala sem teleprompter, que “não fala nada com nada” e que, quando aparece em público, quem fala por ela é o candidato a vice, Waldery constrói uma narrativa clara: a de que a pré-candidata não tem capacidade cognitiva, técnica ou intelectual para se expressar sozinha.

 

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Quando ironiza o desempenho acadêmico, menciona nota baixa no curso de Direito da Faculdade Santa Teresa, do Grupo FAMETRO, questiona a gestão educacional e sugere que resultados só teriam sido “multiplicados” por influência, o empresário reforça o mesmo recado — não explícito, mas inequívoco: Maria do Carmo seria intelectualmente incapaz.

 

A mensagem implícita é dura, repetida e calculada:


ela não pensa, ela lê; não argumenta, repete; não lidera, é conduzida.

 

Em política, esse tipo de crítica não é inocente. Serve para retirar autoridade, minar credibilidade e infantilizar o alvo diante do eleitor. É o velho método de dizer “ela não é burra” — enquanto se faz todo o esforço possível para convencer o público do contrário.

 

E quando o ataque vem embalado como “opinião”, “experiência empresarial” ou “preocupação com a educação”, o veneno entra sem anestesia.

 

Waldery não chamou Maria do Carmo de burra.


Mas construiu um discurso inteiro para que o público chegasse sozinho a essa conclusão.

 

E isso, politicamente, costuma doer ainda mais. 

 

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VEJA O VÍDEO:

 

 

*Antônio Zacarias é fundador e proprietário do PORTAL DO ZACARIAS, atualmente no top 10 dos portais de notícias mais acessados do Brasil. Jornalista experiente, foi editor-geral de diversos jornais da Região Norte, com atuação destacada no Amazonas, onde dirigiu os jornais Diário do Amazonas e O Povo do Amazonas, cujos proprietários eram Dissica Thomaz e o hoje senador Plínio Valério. Durante dois anos, atuou como correspondente do jornal O Globo na Região Norte, a convite de Ascânio Seleme, então coordenador dos correspondentes no Brasil e atual editor-geral de O Globo. Antônio Zacarias é também autor do livro “100 erros de português que todo mundo comete, inclusive você!”, obra voltada à valorização do bom uso da língua portuguesa.

 

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