*Por Antônio Zacarias - Vídeo divulgado pelo empresário da educação Waldery Areosa nesta sexta-feira vai além de críticas políticas ou embates retóricos. Em meio a ataques à gestão educacional e à pré-candidatura de Maria Enxofre do Carmo (PL) ao Governo do Amazonas, Areosa faz uma ameaça velada de gravidade extrema, ao sugerir que poderia revelar o nome de um homem (“dono de uma faculdade”) supostamente envolvido em um episódio criminoso ocorrido em um motel de Manaus.
Segundo o próprio empresário, esse homem teria sido abordado em um motel “fumando crack e cheirando cocaína” na companhia de quatro adolescentes, além de estar armado. Waldery Areosa afirma que o caso teria sido abafado, e lança a provocação de forma explícita: se Maria do Carmo “der o nome” de supostos pedófilos e estupradores que ela menciona em um vídeo, ele revelaria o nome do envolvido nesse episódio.
O nome citado por Areosa - ainda que no campo da insinuação - é Wellington Lins, marido de Maria Enxofre do Carmo. O empresário não apresenta documentos, registros policiais ou decisões judiciais no vídeo, mas a simples menção pública de um episódio dessa natureza, ainda que como ameaça, coloca o debate em um patamar muito mais grave.
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Não se trata mais de divergência política, disputa eleitoral ou vaidade pessoal. O que Areosa faz é usar a possibilidade de uma acusação criminal como instrumento de pressão, algo que, por si só, exige atenção das autoridades e da sociedade. A fala sugere que haveria conhecimento prévio de um fato extremamente sério — envolvendo menores e drogas — que, se verdadeiro, não poderia jamais ser tratado como moeda de troca em disputa política.
Este não é um episódio novo para os internautas que acompanham A BRONCA DO ZACA. O caso já foi citado por mim em outras ocasiões na coluna, sempre tratado como denúncia pública recorrente, nunca esclarecida oficialmente, e que retorna agora pelas mãos do próprio empresário, em um vídeo amplamente divulgado.
Até o momento, Maria Enxofre do Carmo e Wellington Lins não se manifestaram sobre a fala específica de Areosa. O espaço segue aberto para esclarecimentos, versões e eventual apresentação de provas — de qualquer lado.
O fato incontestável é que Waldery Areosa escolheu cruzar uma linha perigosa: insinuar a existência de um crime envolvendo adolescentes, drogas e arma de fogo, e condicionar a revelação de nomes ao comportamento político de sua adversária. Isso não é retórica inflamada. É um recado público. E recados assim, quando lançados ao vento, costumam cobrar resposta — seja no campo político, seja no campo judicial.
VEJA O VÍDEO EM QUE WALDERY AREOSA
DESAFIA MARIA ENXOFRE DO CARMO:
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*Antônio Zacarias é fundador e proprietário do PORTAL DO ZACARIAS, atualmente no top 10 dos portais de notícias mais acessados do Brasil. Jornalista experiente, foi editor-geral de diversos jornais da Região Norte, com atuação destacada no Amazonas, onde dirigiu os jornais Diário do Amazonas e O Povo do Amazonas, cujos proprietários eram Dissica Thomaz e o hoje senador Plínio Valério. Durante dois anos, atuou como correspondente do jornal O Globo na Região Norte, a convite de Ascânio Seleme, então coordenador dos correspondentes no Brasil e atual editor-geral de O Globo. Antônio Zacarias é também autor do livro “100 erros de português que todo mundo comete, inclusive você!”, obra voltada à valorização do bom uso da língua portuguesa.