Enquanto responde a uma denúncia do Ministério Público do Amazonas por assédio sexual contra uma ex-secretária, o secretário municipal de Produção Rural de Manacapuru, Romualdo Figueiredo, segue exercendo o cargo como se nada tivesse acontecido — e mais: participando normalmente de eventos públicos, sendo celebrado e prestigiado.
O mais recente episódio foi a inauguração do chamado Museu Casarão Travessa da Rampa, realizada em sua residência, no Centro de Manacapuru, com ampla divulgação e presença de convidados. Um ato público que ocorre em paralelo a um processo que tramita na Primeira Vara da Comarca do município, ao qual a reportagem teve acesso.
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Apesar da gravidade da denúncia e da repercussão do caso, a prefeita Valciléia Maciel (MDB) não adotou nenhuma providência até o momento. Não houve afastamento cautelar, nota pública de esclarecimento ou qualquer gesto institucional de acolhimento à mulher que denunciou o secretário.
A permanência de Romualdo no comando da SEMPRA, cargo que ocupa desde a gestão do ex-prefeito Beto D’Ângelo — que “passou a Prefeitura” à então vice Valciléia — levanta questionamentos sobre os critérios éticos da atual administração. Ao manter o secretário no posto e permitir sua exposição pública, a gestão municipal naturaliza a denúncia e transmite a sensação de que o caso é irrelevante.

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Mais do que um problema jurídico, o episódio expõe um problema político e moral: a ausência de sensibilidade, de sororidade e de compromisso com o mínimo de responsabilidade institucional enquanto a Justiça não se pronuncia.